Portugal testa modelo de educar através de jogos

Negócios

Um grupo de investigadores portugueses está a ajudar a desenvolver o projeto Beaconing, de 5,9 milhões de euros, que tem como objetivo ajudar os professores a educar os alunos através de um software que transmite conteúdo educacional e não apenas de entretenimento.

 

O modelo vai ser testado em Portugal em 2017 através do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Em comunicado, os responsáveis explicam que a plataforma vai disponibilizar protótipos de aplicações de jogos móveis desenvolvidos pelos próprios docentes, que lançam desafios e questões aos alunos, e integrar ferramentas e serviços educativos existentes nas organizações participantes no projeto.

O projeto Beaconing (Breaking educational barriers with contextualised pervasive and gameful learning ou Derrubar barreiras educativas através de uma aprendizagem contextualizada, pervasiva e com base em jogos) pretende promover plataformas jogo-aprendizagem através de um plano de aulas personalizado com base em jogos, onde podem ser acionados, no meio envolvente, recursos educativos e uma aprendizagem personalizada de acordo com o contexto e que pode ser utilizada por uma comunidade de alunos, incluindo portadores de deficiências.

Para testar o Beaconing vão ser implementados, em 2017, sistemas de grande escala na Grécia, Turquia, França, Israel e Roménia, cada um envolvendo centenas de estudantes e profissionais na Europa, garantindo um plano de exploração e de negócio para a adoção da plataforma. Em Portugal, tal como noutros países europeus, estão previstos pilotos, mas de menor escala, implementados em escolas ainda a designar.

A ideia é que os conteúdos vindos dos docentes estejam disponíveis de forma integrada e em qualquer sítio, altura e para qualquer tipo de estudante.

“Com o Beaconing pretendemos criar novos modelos e práticas de ensino e aprendizagem, mas também mudar mentalidades, democratizando esta área. O projeto prevê proporcionar um ensino mais inclusivo e contextualizado”, explica António Coelho, investigador do INESC TEC, o único parceiro português do projeto, e que integra na equipa investigadores da Universidade do Porto, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Universidade Aberta.

A plataforma vai alavancar abordagens inovadoras, incluindo tecnologia relacionada com a Internet do Futuro, tecnologias móveis, desenvolvimento de jogos e criação de conteúdos para os mesmos,


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