Pipedrive abre escritório em Lisboa e quer recrutar 50 pessoas em 2017

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A Pipedrive realizou o lançamento oficial do seu escritório em Portugal, ontem, no Second Home, em Lisboa. A startup de CRM de vendas da Estónia está em pleno crescimento e espera integrar 100 colaborares até ao final de 2018. Martin Henk, um dos fundadores da empresa, disse à BiT Magazine que a companhia surgiu da “necessidade dos vendedores possuírem uma ferramenta que gostassem de usar e fosse adaptada às suas necessidades”.

A empresa nasceu em 2010 com cinco fundadores, dois deles vendedores, que não gostavam das ferramentas de CRM existentes, considerando-as concebidas para diretores e analistas.

Martin Henk referiu à BiT que a grande diferença entre a ferramenta de CRM da Pipedrive e as outras soluções concorrentes “é o foco, porque é dedicada aos vendedores e pequenas companhias que estejam a vender algo dispendioso e cujo processo de venda é mais complexo e, por isso, necessitam de um pipeline de gestão de venda.” “O processo é muito visual e por conseguinte mais eficiente. Além de que os vendedores gostam da solução”, completou o executivo.

O, também, Diretor de Produto da empresa estónia indicou que a decisão de abrir uma sucursal em Lisboa se deveu, essencialmente, às necessidades de recrutamento da empresa, ao facto da cidade ser central em relação aos dois outros escritórios da startup (a sede em Tallinn e a sucursal em Nova Iorque), assim como ao facto de possuírem bastantes clientes no Brasil, sendo a língua portuguesa um facilitador.

O co-fundador da startup referiu que “se apaixonou pela cidade” quando esteve cá no Web Summit e que o bom tempo “também ajudou”.

Para já, a empresa tem 12 colaboradores em Portugal e espera contratar 50 até ao final do ano, chegando aos 100 em 2018. Uma das skills que o executivo considera “essencial para trabalhar na empresa é falar bem inglês” dado que a startup tem clientes em cerca de 140 países e essa é a língua preferencial do suporte ao cliente.

Estão abertas vagas para Internal IT Support, Customes Solutions Expert, Product Designer, Accoutingg Manager, Full Stack Developer, Friont End Developer e Back End Developer.  

“O objetivo da Pipedrive é fazer parte da comunidade local de startups, tornar-se um empregador conhecido em Portugal e fazer deste escritório uma parte estratégica da empresa”, afirmou Martin Henk.

Segundo o comunicado, a empresa angariou cerca de 31 milhões de euros em investimentos, dos quais 17 milhões provêm da empresa Series B liderada pela Atomico, fundo de capital de risco, com participação de investidores da Bessemer Venture Partners e Rembrandt Venture Partners.

O software da Pipedrive está disponível em 14 línguas e é usado por mais de 50 mil clientes, esperando a empresa, de acordo com o co-fundador, duplicar as receitas em 2017.

Após a apresentação, tempo ainda, para um painel sobre “Os desafios de recrutamento  e retenção de talento no ecossistema das Startups” com a presença de Martin Henk; Lucy Crook, General Manager da Second Home Lisboa; Francisca Matos, Head of People & Culture da Uniplaces e moderação de Cláudia Leitão, Head of HR da Pipedrive Portugal.

No debate falou-se das dificuldades de recrutamento e de como é importante encontrar pessoas que partilhem os valores da empresa que vão integrar, como é necessário fazer sentir que o colaborador faz parte do projeto e pode contribuir com as suas ideias, assim como da importância da retenção de talentos.

Todos os participantes foram unânimes em afirmar que a retenção é tão importante como o recrutamento e que é necessário manter os colaboradores inspirados e motivados para que os mesmos permaneçam nas empresas. Outra ideia comum foi a que todo o ecossistema procura pessoas como o mesmo tipo de skills e que isso levará que seja cada vez mais difícil recrutar nas áreas tecnológicas.


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