PHC quer 20 por cento do negócio fora de Portugal [com vídeo]

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2014 não vai ser, com toda a certeza, um ano “normal” para a PHC. Esta empresa portuguesa especializada em software de gestão faz 25 anos de atividade no nosso país e pretende que este seja, definitivamente, o ano em que a internacionalização vai ditar a tendência em termos estratégicos. Depois dos PALOP e de, há

2014 não vai ser, com toda a certeza, um ano “normal” para a PHC. Esta empresa portuguesa especializada em software de gestão faz 25 anos de atividade no nosso país e pretende que este seja, definitivamente, o ano em que a internacionalização vai ditar a tendência em termos estratégicos.

Depois dos PALOP e de, há quatro anos, encetarem uma “emboscada” em Espanha, a PHC pretende, agora, ganhar consistência do outro lado do Atlântico, em países como Columbia ou Chile. Em 2013 o negócio internacional valeu à PHC cerca de 5,5%, uma diminuição de meio porcento relativamente a 2012, justificado pelo facto do volume de negócio em Portugal ter aumentado 30%. A três anos os mercados internacionais deverão valer 20%. No mínimo, diz Céu Mendonça, diretora comercial da PHC Portugal. Para isso, à América Latina e PALOPS vem juntar-se o Reino Unidos, onde os primeiros contactos já foram realizados.

Ceu-Mendonca

Há quatro anos que a PHC “habla” corretamente espanhol. Céu Mendonça, diretora comercial da PHC Portugal, explicou à B!T que a empresa continua a privilegiar a estratégia assente numa rede de parceiros apesar de terem uma operação local com uma equipa que tem vindo, inclusivamente, a crescer. “Temos um conjunto de pessoas que estão alocadas exclusivamente ao mercado espanhol”, disse-nos.

 

Na vizinha Espanha é o produto CS que tem tido mais sucesso. Esta gama permite às PME o controlo total das áreas comerciais e financeiras, com um elevado grau de estabilidade e integridade dos dados. A capacidade de adaptação ao utilizador é um dos seus pontos fortes, advoga esta software-house. “Este continua a ser o nosso produto mais importante até porque localizamos toda a gama para o mercado espanhol. Temos assim uma oferta completa com as áreas de gestão, contabilidade, recursos humanos… todos os módulos de CS que temos estão praticamente localizados. Mesmo os verticais”.

Relativamente ao Brasil, e supostamente sendo o país mais fácil para se apostar dada a semelhança no idioma e pelas relações existentes entre os dois países, o investimento está ainda a ser ponderado. Céu Mendonça explicou-nos que o Brasil é um país de grande dimensão, sendo que legal e fiscalmente cada estado é uma realidade distinta elevando o esforço de localização dos produtos. A par disto, este setor, no Brasil, é muito competitivo e muito grande, sendo um “país de difícil entrada, até por ser muito protecionista”. Por tudo isto, a PHC admite que o Brasil, neste momento, não será prioridade na estratégia da empresa portuguesa do outro lado do Atlântico.

Já em países como a Columbia e o Chile a “história” é diferente, diz Céu Mendonça. “Têm uma abertura distinta. É interessante porque nos recebem de uma forma muito simpática e facilmente nos transmitem quais são as suas necessidades. Para além de serem países com crescimentos muito interessantes, na ordem dos 6% e 7% ao ano. “Têm um potencial muito grande. São países que se estão a organizar e a virar cada vez mais para fora, pelo que recebem de braços abertos tudo o que seja novos produtos. Aí as necessidades estão cobertas em termos de grandes empresas, mas diria que há um potencial muito grande nas PME”.

A abordagem aos mercados externos é basicamente a mesma do que ao mercado interno ou seja, privilegiando a rede de parceiros. “A nossa primeira procura é no sentido de encontrar esses parceiros que nos representem localmente. E como temos tido uma excelente experiência, vai continuar a ser o modelo que privilegiamos para entrar em novas geografias.”

Paralelamente, a empresa continua a identificar os segmentos que possam ser mais fáceis de conquistar. Exemplo disso é a Columbia que, neste momento, tem na área da construção um segmento de forte crescimento. “Temos uma solução que tem um excelente nível de resposta e é um produto muito maduro. Portanto, tentamos a abordagem a clientes, paralelamente com os parceiros.”

No caso da Columbia, a entrada acabou por acontecer pela “mão” do cliente português Jerónimo Martins. “Quando este grupo avança para algum país leva atrás de si um conjunto de empresas e nós acabamos por os acompanhar. Mas neste momento já temos inclusivamente lá instalações e implementações nos nossos produtos”.

Agora, há que rumar ao Reino Unido, a nova geografia que irá ajudar a PHC Portugal a, daqui a três anos, ter o seu negócio fora de portas a valer 20% do volume total de negócios.


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