Pharol lucra mais de 28 milhões no segundo trimestre

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A Pharol, que detém uma participação de 27,5% na brasileira Oi, arrecadou um lucro de 28,7 milhões de euros no segundo trimestre. Depois de uma perda de 14,2 milhões no primeiro trimestre, os resultados da nova PT SGPS beneficiaram da desvalorização do real, o que atenuou os encargos advindos da venda da PT Portugal.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol indicou que a Oi contribuiu com 24 milhões de euros para a sua faturação durante os primeiros seis meses do ano.

Os resultados operacionais da empresa portuguesa atingiram os 9 milhões de euros no primeiro semestre, comparativamente aos 12,8 milhões conseguidos no período homólogo de 2014.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ficaram nos nove milhões de euros negativos, comparativamente aos 12 milhões abaixo de zero no mesmo período de 2014.

Em nota, Luís Palha da Silva, que preside o Conselho de Administração da Pharol, afirma estar satisfeito com os resultados obtidos no primeiro trimestre. O executivo acrescenta ainda que a Oi conseguiu alcançar um desempenho sólido, mesmo numa altura em que a conjuntura económica brasileira não deixa muita margem para o crescimento do negócio. Medidas austeras de contenção de despesas e aplicação devidamente ponderada de investimentos estiveram na base desta performance.

Para além da participação na Oi, a Pharol detém também uma dívida de 897 milhões de euros da Rioforte e opções de compra sobre 47,4 milhões de ações ordinárias e 94,9 milhões de ações preferenciais da Oi. Se estas opções de compra de ações vierem a ser exercidas, a Pharol aumenta a sua participação na Oi para 39,7%.


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