Pedidos de patentes de Portugal aumenta em 21%

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De acordo com o relatório anual do Instituto Europeu de Patentes (IEP), os pedidos de patentes de Portugal cresceram 21,2 por cento no ano passado. Os resultados revelam que, em 2015, as empresas, os centros de investigação e as universidades portuguesas apresentaram 137 pedidos de patentes ao IEP. Este aumento foi fomentado sobretudo por empresas dos E.U.A. e da China, enquanto o volume de pedidos provenientes dos 38 países-membros do IEP manteve-se estável.

Em 2015, os pedidos de patentes junto do IEP aumentou para 160 mil (153 mil em 2014), tendo a maior parte sido oriundos de empresas dos E.U.A, Alemanha, Japão, França e Países Baixos.

O INL, Laboratório Ibérico internacional de Nanotecnologia, foi o centro de investigação que apresentou mais pedidos de patentes portuguesas (oito pedidos), ao que se seguiu a  empresa Saronikos Trading and Services e Universidade do Minho (seis pedidos), e, por fim, a Novadelta – Comércio e Indústria de Cafés e a empresa Oliveira & Irmão (cinco pedidos).

Relativamente a empresas, a Philips lidera agora o top das empresas com mais pedidos de patentes em 2015. A Samsung posiciona-se em 2º lugar, seguida da LG, a Huawei e a Siemens.

Segundo os dados divulgados, os pedidos de patentes de Portugal que mais cresceram, face aos anos anteriores, foram as áreas de tecnologia médica (12 por cento, mais 3 por cento do que em 2014), engenharia civil (7 por cento), e mobiliário (7 por cento).

“O incrível crescimento de pedidos de patentes ao IEP prova que a Europa continua a ser um ‘hub’ para inovadores de todo o mundo e um mercado tecnológico muito atrativo”, diz, em nota de imprensa, Benoît Battistelli, presidente do IEP. “Este é um reflexo do interesse das empresas e dos inventores em procurarem a proteção das suas invenções através de patentes de alta qualidade para o mercado europeu. Apesar do crescimento impressionante dos pedidos provenientes de países de fora da Europa, o balanço do número de pedidos de patentes realizados por empresas europeias noutras regiões continua a ser claramente positivo, o que realça o potencial de inovação da economia europeia”, acrescentou.


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