Orlando Magic usa big data para “conhecer” adeptos

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A tecnologia é surpreendente na “casa” dos Orlando Magic. Mas Anthony Perez, vice-president business strategy desta equipa de basquetebol da NBA, admitiu na 19ª edição do SAS Fórum Portugal 2014 que os responsáveis não conseguiam tirar o devido partido das vertentes tecnologias do edifício que contempla qualquer coisa como 11 mil ecrãs. No Fórum do SAS, que decorre

A tecnologia é surpreendente na “casa” dos Orlando Magic. Mas Anthony Perez, vice-president business strategy desta equipa de basquetebol da NBA, admitiu na 19ª edição do SAS Fórum Portugal 2014 que os responsáveis não conseguiam tirar o devido partido das vertentes tecnologias do edifício que contempla qualquer coisa como 11 mil ecrãs.

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No Fórum do SAS, que decorre durante todo o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa, o responsável, que apresentou um caso bastante prático, explicou que, atualmente, a venda de bilhetes são a maior fatia do negócio dos Orlando Magic, que ganham ainda dinheiro com a venda dos direitos de transmissão televisiva, merchandise ou patrocínios.

Oram, os pontos onde os dados estão dispersos são imensos, desde CRM; email, pontos de venda, ticketing, wifi… Aliás, é raro nos recintos da NBA haver wifi de forma gratuita. Acontecei que apesar de ser grátis, os adeptos têm de ceder alguns dados para que possam usufruir da oferta o que, para Anthony Perez, se tem mostrado como uma poderosa ferramenta. “Quando obtemos informação na venda de bilhetes apenas temos a informação de quem compra o bilhete, não de quem o acompanha. Com o wifi, todos os que quiserem usar têm de ceder alguma informação”.

Por exemplo, dizia Anthony Perez, a maioria dos bilhetes vendidos no recinto dos Orlando Magic são entradas únicas. Ou seja, adeptos veem um jogo e não voltam, o que preocupava os responsáveis. Porque não voltam, questionavam-se? Mas com o recurso ao Business Analytics acabaram por perceber que, afinal, os adeptos voltavam, os responsáveis é que não sabiam: “Basta não serem eles a comprar os bilhetes e já não sabíamos que eles voltavam. Hoje, já sabemos e podemos redirecionar as nossas ações de uma forma bastante mais assertiva”, explicou a toda a plateia.


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