As organizações e os atuais desafios à produtividade

Negócios

Na 19ª edição do SAS Fórum Portugal 2014, Nadim Habbib, diretor da Nova School of Business and Economics, iluminou, diante da plateia do Centro de Congressos de Lisboa, os fatores de mudança que atingem as organizações atuais e de que forma podem estas superar, com sucesso, os desafios à produtividades dos negócios. Habbib avançou que

Na 19ª edição do SAS Fórum Portugal 2014, Nadim Habbib, diretor da Nova School of Business and Economics, iluminou, diante da plateia do Centro de Congressos de Lisboa, os fatores de mudança que atingem as organizações atuais e de que forma podem estas superar, com sucesso, os desafios à produtividades dos negócios.

desafios

Habbib avançou que o problema que mais se destaca, e que leva as empresas a afogarem-se num imenso mar de impossibilidades, é o facto das organizações não estarem aptas a receber e a capitalizar, a tornar úteis, os colossais volumes de dados que recebem, pois não têm consciência de que para que tal seja exequível é preciso deitar a mão ao Talento, a profissionais com sólidas formações e pensamentos outside the box, e adotar sistemas eficazes de gestão destas grandes quantidades de dados.

“Mais horas de trabalho não significa maior produtividade”, sentenciou o executivo. De acordo com um estudo de 2012 com o qual Habbib ilustrou a sua exposição, existe uma relação de proporcionalidade inversa entre o número de horas de trabalho e a taxa de produtividade da organização.

O Big Data e as ferramentas de Analytics são um fator de crucial valor para a maximização da produtividade de uma organização – isso é indiscutível. Contudo, muitas entidades são ainda aquelas que ignoram o facto de as pessoas desempenharem também elas um papel vital nestes processos.

Uma organização com um amplo horário laboral não é necessariamente uma organização que obtenha os melhores resultados, visto que mais horas implica mais salário. Mas se mais horas não significa maior produtividade, então o espaço de manobra para possibilitar maiores compensações deixa virtualmente de existir.

Em Portugal, a mão-de-obra qualificada trabalha mais de 12 horas por dia, sem a devida compensação financeira, o que, em última análise, oblitera o valor da própria organização.

Neste âmbito, há que saber tornar eficientes e eficazes todas as decisões, o que, inevitavelmente, pode apenas ser conseguido mediante a devida análise e aproveitamento das enormes quantidades de data.

O Talento é o motor do crescimento, e as estratégias e processos de decisão têm de ser transversais a todos os níveis da hierarquia organizacional, pois apenas assim é possível converter o Big Data e o Analytics em ferramentas úteis para a entidade.

O CEO revelou quatro elementos que têm de integrar as estruturas das empresas para que assim se possa alcançar o sucesso: a mudança da estratégia da empresa, de forma a tornar autónomos os processos de decisão; o equilíbrio da gestão, minimizando custos, mas maximizando o impacto; a criação de ambientes propícios ao desenvolvimento do Talento; a Inovação, as novas ideias que se adaptam aos Novos Clientes, exigentes, sem tempo a perder.


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