Oi recusa-se a cumprir com exigências de Isabel dos Santos

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A operadora brasileira Oi respondeu à letra às exigências feitas por Isabel dos Santos, na sequência da Oferta Pública de Aquisição lançada pela multimilionária angolana sobre a Portugal Telecom, que está agora 3,7 por cento abaixo do valor das ações da empresa portuguesa. A Oi não viu com bons olhos as condições impostas por Isabel

A operadora brasileira Oi respondeu à letra às exigências feitas por Isabel dos Santos, na sequência da Oferta Pública de Aquisição lançada pela multimilionária angolana sobre a Portugal Telecom, que está agora 3,7 por cento abaixo do valor das ações da empresa portuguesa.

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A Oi não viu com bons olhos as condições impostas por Isabel dos Santos que acompanharam a OPA, e optou por não vergar-se à vontade da empresária, que, através da sua empresa Terra Peregrin – nascida apenas dois dias antes da apresentação da proposta -, exigia a reformulação do acordo de permuta de ações estabelecido entres os acionistas da PT e a Oi, no passado mês de setembro.

A oferta visava impedir que os ativos portugueses da PT, detidos pela empresa brasileira de telecomunicações, fossem vendidos. O comprador mais forte era a Altice, a operadora francesa que avançara uma proposta de 8,7 mil milhões de dólares para adquirir a PT Portugal.

Depois de ontem terem negociado acima dos 1,35 euros propostos por Isabel dos Santos, as ações da PT continuam hoje acima do valor colocado em cima da mesa, tendo já atingido os 1,40 euros.

Encerrando nas suas mãos 39 por cento da Oi, a PT viu as suas ações subirem 12 por cento escassos momentos após o anúncio da proposta apresentada pela filha do presidente angolano José Eduardo dos Santos. Esta manhã, as ações cresceram já 2,87 por cento.

Considerando a discrepância entre o valor oferecido pela Terra Peregrin sobre a PT e a atual avaliação das ações, é pouco provável que a aquisição tenha pernas para andar.


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