Oi: fusão com a PT SGPS é “irreversível”

OperadoresProjetosRedesService-Provider

A operadora brasileira Oi afirmou, em comunicado, que o processo de fusão com a PT SGPS é “irreversível”, mesmo que o cenário em causa seja o “não” à venda da PT Portugal. A venda da PT Portugal continua a fazer mexer as relações entre as duas empresas. A Oi afirma que a fusão com a

A operadora brasileira Oi afirmou, em comunicado, que o processo de fusão com a PT SGPS é “irreversível”, mesmo que o cenário em causa seja o “não” à venda da PT Portugal.

oi

A venda da PT Portugal continua a fazer mexer as relações entre as duas empresas. A Oi afirma que a fusão com a PT SGPS tem um caráter “irreversível”, garantindo que as análises jurídicas que foram pedidas pela PT dão força ao acordo com a Oi.

Foram várias as vozes que se levantaram nos últimos dias, pondo em causa a fusão das duas operadoras, fazendo crescer a ideia de que realmente a PT poderia renegociar os termos da fusão. Aliás, a venda da PT Portugal seria até vista como um incumprimento do acordo. A empresa responde, dizendo que, “no que se refere à venda da PT Portugal, não há nenhum descumprimento dos termos da fusão, uma vez que a venda está condicionada à aprovação dos acionistas da PT SGPS”.

A empresa acrescenta ainda que, “se os acionistas [da PT SGPS] aprovam a venda [da PT Portugal à Altice], o consentimento foi dado; se não aprovam, não ocorre a venda. Em ambos os casos, não há descumprimento do que foi acordado; há apenas a hipótese de ocorrer ou não uma alteração consensual nos termos acordados anteriormente”.

A Oi responde, assim, às “recentes especulações sobre a possibilidade de se desfazer o aumento de capital (e, consequentemente, a fusão), sob argumento de que teria havido um suposto descumprimento pela Oi dos termos originalmente acordados para fusão”, como é possível ler no comunicado.

Existe ainda uma mensagem dirigida aos acionistas, em que se pode ler que, mesmo que a venda da PT Portugal à francesa Altice, isto não quer dizer que a empresa abandone Portugal: “continuará sendo uma empresa concentrada em Portugal, prestando serviço aos portugueses, investindo, recolhendo impostos e gerando empregos no país. Ou seja, a venda proposta para votação dos acionistas vai resultar somente na mudança de controle da companhia, mas a empresa em si não muda. Ela sai fortalecida frente à situação atual”.

O destino da PT Portugal pode ficar decidido na próxima quinta-feira, dia em que acontece a assembleia-geral de acionistas da PT SGPS.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor