Obama anuncia reformas a aplicar à NSA

EmpresasNegócios

Barack Obama anunciou recentemente um conjunto de reformas que serão aplicadas à Agência Nacional de Segurança norte-americana. Vários defensores da privacidade vão ser ouvidos por um tribunal de vigilância e uma transição do polémico programa de recolha de registos telefónicos nos Estados Unidos. Depois da polémica de Edward Snowden, quando este revelou vários documentos que

Barack Obama anunciou recentemente um conjunto de reformas que serão aplicadas à Agência Nacional de Segurança norte-americana. Vários defensores da privacidade vão ser ouvidos por um tribunal de vigilância e uma transição do polémico programa de recolha de registos telefónicos nos Estados Unidos.

cambodia-southeast-asia-summit.jpeg5-1280x960Depois da polémica de Edward Snowden, quando este revelou vários documentos que comprovaram a existência de programas de espionagem abusivos e que violam as regras da privacidade, Barack Obama decidiu aplicar um conjunto de reformas à NSA.

“Em última análise, o que está em jogo neste debate vai além de alguns meses de manchetes ou de tensões passadas na nossa política externa”, referiu Obama, acrescentando que “quando se passa pelo ruído, o que está realmente em jogo é a forma como nos mantemos fiéis ao que somos num mundo que se está a refazer a uma velocidade vertiginosa”.

A maior mudança que Obama propôs foi aplicada ao programa de recolha de registos telefónicos pela NSA, tendo em vista ser um novo programa que não inclui a agência a controlar esses registos.

O presidente norte-americano pretende que os membros da sua administração proponham um novo programa até ao final do mês de março, quando o programa dos registos telefónicos será reprogramado. A NSA vai continuar a recolher e a armazenar um grande número de registos telefónicos nos Estados Unidos enquanto faz a transição para se afastar do programa.

O Foreign Intelligence Surveillance Court terá de aprovar todas as consultas à base de dados dos registos telefónicos. O Review Group on Intelligence and Communications Technology, nomeado por Obama, recomendou no passado mês de dezembro que as operadoras de telecomunicações deviam manter os registos ou ser uma entidade terceira a armazená-los, mas Obama disse que ambas as abordagens levantam novas preocupações com a privacidade.

O presidente pediu ainda ao Congresso para aprovar um novo grupo de defensores da privacidade para argumentar em nome do público antes do FISC e emitiu uma nova diretiva de política de vigilância pedindo uma nova transparência e supervisão nos programas de vigilância dos Estados Unidos.

Por fim, ficaram prometidas novas proteções de privacidade para os estrangeiros e o fim da vigilância aos líderes de países aliados.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor