Nokia: a pedra no sapato da Microsoft

Negócios

A Microsoft comunicou lucros para o segundo trimestre de 2014 que ficaram aquém do estimado pelos analistas, resultado do atrofio da unidade de dispositivos móveis da Nokia comprada este ano pela norte-americana. Os rendimentos líquidos que se registaram no período terminado no passado dia 30 de junho ficaram-se, segundo a empresa finlandesa, pelos 55 cêntimos

A Microsoft comunicou lucros para o segundo trimestre de 2014 que ficaram aquém do estimado pelos analistas, resultado do atrofio da unidade de dispositivos móveis da Nokia comprada este ano pela norte-americana.

nokia microsoft

Os rendimentos líquidos que se registaram no período terminado no passado dia 30 de junho ficaram-se, segundo a empresa finlandesa, pelos 55 cêntimos por ação (4,61 mil milhões de dólares), ao passo que os analistas haviam esperado que atingissem os 60 cêntimos.

Ao que parece, foram os produtos e os impostos relativos à unidade da Nokia que desferiram um severo golpe no crescimento da empresa liderada por Satya Nadella, que em fevereiro tomou as rédeas do colosso tecnológico. Assim, se tivesse sido imune ao poder pejorativo da unidade mobile da Nokia, a Microsoft teria conseguido alcançar os 66 cêntimos por cada ação, valor que ultrapassaria as estimativas dos analistas, que apontavam para os 64 cêntimos.

Nadella tem estado enredado numa teia de dificuldades no que toca à mitigação de despesas, depois de em abril a Microsoft ter desembolsado 7,33 mil milhões de dólares para comprar a unidade de dispositivos móveis da Nokia, uma aquisição que deve estar a corroer a norte-americana por dentro.

Não obstante, o principal negócio da Microsoft superou o que havia sido estimado, visto que se observou um sólido crescimento nos segmentos de computação cloud e de aplicações computacionais para corporações.

Daniel Ives, analista na FBR Capital Markets & Co., afirmou que a Nokia é o grilhão que começa a fazer com que a Microsoft se afogue no oceano tremendamente competitivo que é o mercado tecnológico. Ives acrescenta ainda que esta situação foi uma das razões que motivou Nadella a cortar postos de trabalho.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor