Nokia avança com proposta para fusão com Alcatel-Lucent

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Se, ainda ontem, os rumores eram apenas confirmados pelas duas empresas, hoje, o negócio já conta com uma proposta completa e tornada pública. A Nokia pretende comprar a Alcatel-Lucent e fundir ambas, num negócio que deverá estar terminado no início do próximo ano. A decisão que se fez crer demorada, afinal, chegou mais depressa do

Se, ainda ontem, os rumores eram apenas confirmados pelas duas empresas, hoje, o negócio já conta com uma proposta completa e tornada pública. A Nokia pretende comprar a Alcatel-Lucent e fundir ambas, num negócio que deverá estar terminado no início do próximo ano.

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A decisão que se fez crer demorada, afinal, chegou mais depressa do que o esperado. Bastou um dia para a Nokia anunciar oficialmente a fusão das duas empresas num projeto que pretende ser líder da próxima geração tecnológica e de serviços.

A conclusão do negócio está prevista para 2016 mas, para já, é conhecida a proposta da empresa finlandesa relativamente à aquisição da Alcatel-Lucent. A Nokia anunciou uma transação totalmente realizada por meio de ações, através da qual os acionistas da empresa francesa receberão 0,55 ações da empresa que será criada, resultante da combinação de ambas, por cada ação que possuam, agora, da Alcatel-Lucent.

Com este negócio, a Alcatel-Lucent recebe uma avaliação de 15,6 mil milhões de euros e os seus acionistas tornam-se detentores de apenas 33,5 por cento da nova empresa. Ambos os quadros administrativos já aprovaram a proposta, restando apenas o consentimento dos acionistas da Nokia e o cumprimento de questões burocráticas.

O foco, apontado em comunicado, incidirá na transição para um mundo altamente conectado graças à Internet das Coisas e à cloud e, para isso, a nova empresa apostará em licenciamento e na incubação de novas tecnologias – como o 5G ou sensores.

Depois de finalizado o negócio, as duas empresas esperam poupar 900 milhões de euros em custos operacionais. Em termos de taxa de vendas, o crescimento previsto aponta para os 3,5 por cento entre 2014 e 2019, graças à combinação dos contratos tanto da Nokia como da Alcatel-Lucent que tem contactos importantes, por exemplo, no mercado norte-americano.

A sede da nova empresa será na Finlâdia e a gestão ficará a cargo da atual equipa da Nokia. Contudo, a presença em França deverá manter-se forte, pelo que não estão previstos despedimentos além daqueles já previamente anunciados pela Alcatel-Lucent.


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