Negócio da Apple continua fortemente dependente do iPhone

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O negócio da Apple nunca foi tão dependente do seu smartphone como é hoje. Apesar dos novos serviços lançados, de rumores acerca de um carro autónomo e de ter criado outras famílias de produtos, a marca da maçã mordida revolve em torno de um só dispositivo: o iPhone.

Dados compilados pela Bloomberg indicam que, neste terceiro trimestre, o iPhone gera 63,2 por cento do total de receitas da Apple. Por outro lado, o iPad representa apenas 9,1 por cento do volume de negócios da empresa, o iPod representa 12,2 por cento e o segmento de serviços somente 10,1 por cento.

Do total combinado das vendas de Mac, iPod, iPad e iPhone, os smartphones representam 75,1 por cento.

No próximo dia 9 de setembro, o CEO Tim Cook vai apresentar as novas versões do iPhone 6, smartphones que, em termos de design, não deverão divergir muito dos antecessores 6 e 6 Plus. No entanto, calcula-se que os mais recentes telemóveis da Apple venham equipados com processadores mais poderosos, câmaras otimizadas e novos ecrãs, para aprimorar a experiência de utilização.

Espera-se, também, que o diretor executivo da empresa californiana revele a nova versão da sua set-top box Apple TV, embora a sua chegada ao mercado tenha sido adiada para o próximo ano. No entanto, o modelo de negócio do Apple TV sofreu algumas alterações. Lançada primeiramente em 2007, a set-top box foi descrita pela própria empresa como um mero hobby, mas agora está a ser alvo de significativos investimentos. Atualmente, o preço do aparelho da Apple TV ronda os 79 euros. Contudo, corre, pela imprensa internacional, o rumor de que esse preço possa aumentar para valores entre os 135 e os 175 euros. Isto poderá mostrar que a Apple pretende fazer deste negócio, anteriormente insignificante, uma forte fonte de receitas.

Mas uma dúvida ainda paira no ar: será o reforço da aposta na Apple TV suficientemente relevante para atenuar a dependência do iPhone? É esperar para ver.


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