Ministério confirma ataque de hackers a escola portuguesa

Segurança

As informações de que Portugal estará a ser vítima de dezenas de ataques virtuais é parcialmente confirmada pelo Ministério da Educação, que revela o caso de uma escola cujo sistema informático foi pirateado. Depois de infetado com um vírus via e-mail, foi pedido um resgate. De acordo com informações avançadas pelos jornais Diário Económico e

As informações de que Portugal estará a ser vítima de dezenas de ataques virtuais é parcialmente confirmada pelo Ministério da Educação, que revela o caso de uma escola cujo sistema informático foi pirateado. Depois de infetado com um vírus via e-mail, foi

pedido um resgate.

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De acordo com informações avançadas pelos jornais Diário Económico e Público, várias empresas e escolas portuguesas terão sido alvo de ataques de piratas informáticos. Hoje, o Ministério da Educação e Ciência admitiu a ocorrência de um ataque ao sistema de uma escola e consequente pedido de resgate, em 2014.

Em declarações à agência Lusa, o MEC adiantou que o ataque afetou apenas o sistema de uma determinada escola, não tendo interferido com os serviços centrais do ministério e explicou que o pedido de resgate não foi feito em bitcoins como os restantes ataques reportados.

O MEC acrescentou que, em 2015, “não foi reportado aos serviços centrais do Ministério da Educação e Ciência qualquer ataque aos sistemas administrativos das escolas com pedido de resgate”, limitando esta situação a um incidente singular. No entanto, o ministério garante que estão a ser divulgadas, junto das escolas, as informações pertinentes para combater este perigo e alertar para a segurança digital.

De acordo com as informações que haviam sido reportadas pelo Diário Económico, exisitiria o registo de diversas ocorrências que passavam pela abertura de um ficheiro infetado com um vírus que tornava livre o acesso a informações privadas por parte dos hackers. Era, depois, pedido um resgate que deveria ser pago em bitcoins e que rondaria os mil euros.

O jornal Público aponta membros de uma organização criminosa de leste como os responsáveis pelos ataques, por oposição a piratas informáticos que, geralmente, roubam apenas os dados sem intenção de obter ganhos monetários.


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