Mil milhões de pessoas vão usar tablets em 2015

Mobilidade

A utilização recorrente de tablets vai crescer este ano, segundo dados da eMarketer, e o número poderá mesmo triplicar em relação ao ano anterior. Isto significa que cerca de 15 por cento da população mundial terá acesso a este tipo de tecnologia, mas o crescimento poderá vir a parar por aqui. O número de utilizadores

A utilização recorrente de tablets vai crescer este ano, segundo dados da eMarketer, e o número poderá mesmo triplicar em relação ao ano anterior. Isto significa que cerca de 15 por cento da população mundial terá acesso a este tipo de tecnologia, mas o crescimento poderá vir a parar por aqui.

Toshiba

O número de utilizadores de tablets aumenta todos os anos e 2015 não será exceção. Mil milhões de pessoas terão acesso a tablets, representando 15 por cento da população e contribuindo, desta forma, para o aumento das vendas neste sector. O estudo realizado pela eMarketer, com sede em Nova Iorque, considerou o número de pessoas que vai utilizar este equipamento pelo menos uma vez por mês e concluiu que correspondia a um aumento de três vezes em relação a 2014.

Este aumento parece ser um sinal positivo para as marcas mas, na verdade, não significa que o crescimento se mantenha contínuo e sustentado. De acordo com esta empresa de estudos de mercado, o ritmo de crescimento vai abrandar já no próximo ano, sendo que em 2016 espera-se um aumento de apenas 13,3 por cento no número de utilizadores. Em 2018 a quebra é ainda mais acentuada, prevendo-se um crescimento de 7,9 por cento.

As razões para este abrandamento prendem-se sobretudo com a diferença nos mercados de países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento. Isto porque os primeiros têm registado uma procura elevada mas nos países em vias de desenvolvimento não tem havido crescimento, provocando uma desaceleração na utilização de tablets. Outra explicação está relacionada com o tipo de uso, já que os tablets existem em grande número em contextos familiares em que o mesmo aparelho é partilhado por várias pessoas.

A eMarketer – que realizou este tipo de estudos pela primeira vez – explica também que os tablets ainda são considerados artigos de luxo e que, por isso, não estão acessíveis a toda a população. Para dificultar ainda mais, os smartphones e outros equipamentos semelhantes têm cada vez mais aplicações, funcionalidades e dimensões maiores que fazem dispensar o tablet. Quanto ao top de países com mais utilizadores, a China será o país com mais pessoas a terem acesso (328 milhões) e, em segundo lugar, estará os Estados Unidos da América (156 milhões).


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