Microsoft vende parte de negócio de publicidade e de mapeamento [atualizado]

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A Microsoft revelou que vai vender o seu segmento de publicidade online à AOL e alguma da sua tecnologia de mapeamento à Uber. A empresa de Redmond quer afastar-se de negócios cujos prejuízos superam os lucros que são capazes de gerar.

A tecnológica parece querer focar os seus esforços no crescente negócio de publicidade em motores de pesquisa, apoiando-se no seu próprio programa Bing para conseguir fortalecer este seu segmento. Por outro lado, vai passar a somente exibir mapas nos seus dispositivos Windows, ao invés de também os produzir.

Reestruturações desta ordem de grandeza dão, frequentemente, azo a receios relativos ao futuro dos funcionários. As centenas de pessoas que trabalham na área de display advertising da Microsoft, segundo a própria, terão a oportunidade para se juntar à AOL ou à AppNexus, as novas proprietárias do negócio. A empresa diz que pretende que todos os funcionários mantenham os seus postos laborais. No entanto, uma fonte anónima a que a Bloomberg teve acesso disse que cerca de 1,2 mil empregos serão afetados, sendo que, apesar de alguns funcionários poderem transitar para a AOL, muitos ficarão de mãos a abanar.

O diretor executivo Satya Nadella acredita que o Bing, que nos últimos cinco anos tem feito a Microsoft perder alguns milhares de milhões de dólares, voltará a gerar lucro já no próximo ano fiscal. O CEO abre mão do negócio de publicidade online numa altura em que procura incidir as suas atenções sobre três negócios que cada vez mais se assumem como alicerces da Microsoft: computação pessoal, plataformas cloud e soluções de produtividade do negócio.

A agência Reuters comunica que o acordo estabelecido entre a Microsoft e a AOL tem a duração de dez anos e dará à compradora espaço publicitário, por exemplo, no MSN, no Outlook.com, na Xbox e no Skype. Ademais, sob os termos do negócio, o motor de busca Bing passará a conduzir todas as pesquisas feitas no website da AOL já em 2016.

No caso do acordo estabelecido com a Uber, os valores envolvidos não foram divulgados, embora se saiba que a startup, criadora do controverso serviço digital de transportes, ficará com o segmento do negócio de mapeamento da Microsoft que lida com a aquisição de imagens e com o processamento de dados de geolocalização. Uma pessoa próxima do negócio, que a Reuters não identificou, afirmou que a Uber está disposta a integrar na sua equipa cerca de cem funcionários da Microsoft que trabalham nesta área.

A Microsoft Portugal disse à B!T que seria ainda precoce conjeturar acerca dos impactos que este negócio poderá ter a nível local, considerando que só agora foi materializado.


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