Microsoft vai dominar crescimento dos tablets ‘destacáveis’

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A Microsoft acertou na fórmula com o Surface Pro e vai dominar o mercado dos tablets “destacáveis”, que se conectam e desconectam a teclados integrais, durante os próximos anos. Segundo a IDC, este mercado vai crescer 73% este ano e a maior concorrência levará a uma redução dos preços.

Nem todos os ‘detachable’ serão Surface, mas a grande maioria será Windows: a plataforma da Microsoft terá 53,5% no final de 2016 e vai ganhar terreno face ao Android e iOS. A IDC prevê que, em 2020, o Windows detenha 74,6% das vendas mundiais neste segmento.

Os tablets destacáveis serão os impulsionadores do mercado dos tablets, que este ano vão cair 5,9% para 195 milhões de unidades. Mas para lá de 2016, a IDC vê um regresso ao crescimento, embora a apenas um dígito, devido a este formato. Esta categoria mais ou menos híbrida vai crescer de 16,6 milhões de unidades em 2015 para 63,8 milhões em 2020.

“Além do crescimento da procura por tablets destacáveis, também estamos a assistir a um aumento da concorrência dentro deste segmento que vai impulsionar o design, inovação, e um declínio na média de preços“, explica o diretor da divisão de tablets na IDC, Jean Philippe Bouchard. “No recente Mobile World Congress vimos novas entradas, como a Alcatel e a Huawei, a virem do espaço móvel e a expandirem o seu portfólio para endereçar a procura por destacáveis”, sublinhou.

“Toda a gente na indústria reconhece que os computadores pessoais tradicionais, como desktops e portáteis vão potencialmente ser substituídos pelos destacáveis nos próximos anos, e isto explica porque é que estamos a ver tantos novos produtos este ano.”

A transformação dos tablets

A mudança do formato slate para destacável vai introduzir duas mudanças à indústria, diz a consultora. Por um lado, vão crescer os aparelhos com ecrãs de maior dimensão, de 9 polegadas para cima, enquanto os mais pequenos – que foram muito bem sucedidos no segmento de 7 polegadas, e até a Apple lançou o iPad mini – irão decrescer.

Por outro lado, a Microsoft terá aqui uma oportunidade única no espaço móvel: os aparelhos com Windows vão começar a ganhar quota de mercado das outras plataformas, em especial do Android.

“Esta alteração no formato vai trazer o primeiro impacto significativo dos aparelhos com Windows no mercado de tablets”, considera Ryan Reith, diretor de programa Worldwide Quarterly Mobile Device Trackers da IDC. “O Windows 10 parece estar a abrir caminho tanto nos PC como nos tablets, impulsionado principalmente pelos ecrãs de maior dimensão”, adianta. A Microsoft referiu em janeiro ter atingido 200 milhões de instalações do Windows 10, e a Net Applications publicou números na semana passada revelando que o sistema tem 14,2% de quota.

Uma nota interessante do analista é que, apesar do licenciamento gratuito de aparelhos abaixo das 9 polegadas, é nos ecrãs entre 9 e 13 polegadas que o Windows vai crescer mais. “Até ao dia em que os ecrãs táteis chegarem ao Mac OS X e seja aberto caminho para alinhar melhor o Android e o Chrome, acreditamos que o Windows se manterá na escolha lógica para produtos destacáveis”, conclui Reith.


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