Microsoft quer ‘Ativar Portugal’ com portal de formação e emprego

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O ‘Ativar Portugal – Programa de Formação e Valorização para o Emprego’ foi hoje apresentado pela Microsoft na sua sede. A iniciativa tem como objetivo a criação de emprego qualificado, formação, certificação oficial e valorização de competências em tecnologias Microsoft. Se, na generalidade, o projeto tem três objetivos latos – reforçar a importância do setor

O ‘Ativar Portugal – Programa de Formação e Valorização para o Emprego’ foi hoje apresentado pela Microsoft na sua sede. A iniciativa tem como objetivo a criação de emprego qualificado, formação, certificação oficial e valorização de competências em tecnologias Microsoft.

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Se, na generalidade, o projeto tem três objetivos latos – reforçar a importância do setor das TI como motor de crescimento económico do País, posicionar Portugal como um pólo de inovação e competência europeu e mundial, e ter a Microsoft como fonte de valorização profissional –, a sua aplicação prática tem objetivos bem mais concretos. João Couto, Diretor Geral da Microsoft Portugal, explicou que a grande meta do projeto é formar e certificar 10 mil pessoas em tecnologia Microsoft até final de 2017.

Para tal, o ‘Ativar Portugal’ conta com o apoio de mais de 150 empresas parceiras e disponibiliza já no arranque cerca de 350 ofertas de emprego no seu portal, nas quais se destacam a Accenture, Agap2, Bee Engineering, GFI, Iten, KCS IT, Quidgest, Randstad e Unisys como os parceiros com maior número de oportunidades anunciadas. João Couto revelou ainda que a sua empresa estima criar cerca de 2 mil empregos na área das tecnologias Microsoft até ao final do ano no âmbito desta iniciativa.

Segundo as estimativas da Microsoft, atualmente, há cerca de 5 mil ofertas de emprego por preencher no setor das TI, sendo que 2 mil são referentes a profissionais especializados em tecnologias Microsoft. Passando para um cenário europeu, estes números sobem, havendo mais de 900 mil empregos por preencher no setor das TI até 2015. Com o ‘Ativar Portugal’, a Microsoft quer ajudar a lidar com este excesso de procura, sendo que, na sua visão para 2020, a empresa prevê que se criem 50 mil novos empregos de TI no nosso país, dos quais 10 mil serão diretamente relacionados com a tecnologia Microsoft.

Refira-se que o ‘Ativar Portugal’ resulta do trabalho conjunto da Microsoft e das suas empresas parceiras para a área da formação, como são os casos da Actual Training, Alphappl, Galileu, GTI e Rumos, bem como da restante rede de parceiros Microsoft, que já está a usar o mercado de emprego do portal ‘Ativar Portugal’ para procurar profissionais certificados.

Assim, o ‘Ativar Portugal’ materializa-se num portal de conteúdos de aprendizagem, qualificação e certificação em tecnologia Microsoft, e dirige-se a quatro públicos distintos: pessoas com poucos conhecimentos de tecnologia; profissionais com alguns conhecimentos tecnológicos, que pretendem aprofundar essas capacidades com vista a uma progressão na carreira ou reingresso no mercado de trabalho; profissionais com bons conhecimentos, que se pretendem certificar em tecnologias Microsoft; e pessoas que, possuindo competências em outras áreas, atualmente sem empregabilidade, pretendem valorizar-se para iniciar carreira na área das TI.

A ideia subjacente ao portal é conseguir oferecer um percurso específico e uma resposta às aspirações de cada um: Para quem pretende dar os primeiros passos na aprendizagem tecnológica, o portal apresenta o Currículo de Literacia Digital, o curso oficial completo de introdução às TI disponibilizado pela Microsoft Corporation a nível mundial – este curso pode ser feito online e é gratuito, sendo que também pode ser feito em sala de aula, também de forma gratuita, em qualquer centro de formação do Programa Escolhas; Para os que pretendem aprofundar conhecimentos, o projeto da Microsoft Portugal disponibiliza um conjunto de cursos de formação em tecnologias Microsoft, subsidiada pelos parceiros (Actual Training, Galileu, GTI e Rumos) e pela Microsoft, bem como todas as ‘Microsoft IT Academies’ e ‘Microsoft Virtual Academy”; Para os profissionais com bons conhecimentos que se pretendem certificar, o portal faz o encaminhamento para os centros oficiais de certificação curricular oficial, onde é possível realizar os exames presenciais; Por fim, e através da parceria específica da Microsoft Portugal com a Alphappl, o ‘Ativar Portugal’ permite a pessoas com competências em áreas atualmente sem empregabilidade em Portugal, iniciar a aprendizagem de ferramentas de programação e outras competências tecnológicas Microsoft, para se poderem certificar e iniciarem uma carreira na área das tecnologias. Saliente-se que os modelos básicos são gratuitos, enquanto a formação mais avançada poderá atingir um valor máximo de 3 mil euros.

A juntar a tudo isto, o portal apresenta ainda a ‘janela de emprego’, um mercado de emprego dedicado à tecnologia Microsoft em Portugal. Aqui, as empresas parceiras e clientes Microsoft que pretendem recrutar técnicos especializados e certificados podem anunciar as suas vagas e, por outro lado, os técnicos qualificados podem colocar as suas credenciais curriculares para mais facilmente serem identificados pelas empresas interessadas. No futuro, este mercado poderá ser aberto igualmente a outras tecnologias.

A apresentação do ‘Ativar Portugal’ contou com a presença de António Pires de Lima, Ministro da Economia, e Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, o que atesta não apenas a relevância da iniciativa, mas também o peso da Microsoft no nosso país – afinal, quantos empresas de TI em Portugal conseguiriam juntar dois ministros num evento seu?

A finalizar, há que destacar igualmente que, no âmbito do ‘Ativar Portugal’, a Microsoft Portugal e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) assinaram hoje um Acordo de Cooperação, através do qual este Instituto adere ao programa Microsoft IT Academy para promover o desenvolvimento de competências no âmbito da economia digital. Desta forma, o ‘Ativar Portugal’ fará parte da oferta disponível nos 30 centros de emprego e formação profissional que compõem a rede do IEFP em todo o país.


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