Microsoft poderá começar a produzir smartphones na Índia

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O negócio de smartphones da Microsoft está a estender os braços e tem um dedo apontado ao mercado da Índia. Através de um acordo com a fabricante Foxconn, a empresa poderá começar a produzir dispositivos diretamente no país asiático, evitando taxas de comércio transfronteiriço e reforçando a sua presença num mercado de dispositivos móveis em franco crescimento.

A aliança ainda não foi firmada, mas o jornal Times of India (TOI) afirma que não deverá faltar muito para que os telemóveis da Microsoft passem a nascer com nacionalidade indiana, produzidos na central da taiwanesa Foxconn em Sri City.

A Foxconn, de acordo com várias fontes que falaram com a publicação, pretende introduzir no mercado indiano dois modelos dos smartphones da Microsoft. No entanto, não se sabe ainda com certeza que dispositivos serão os primeiros a ser produzidos localmente. A Microsoft alcançava a Índia através das suas centrais de produção na China, no Vietname e na Finlândia.

Depois da Nokia se ter retirado do palco dos smartphones, passando para a tutela da Microsoft, a Foxconn teve que reorganizar a sua estratégia, encerrando a sua fábrica dedicada à marca finlandesa na cidade indiana de Sriperumbudur.

O chairman da Foxconn Technology Group, Terry Gou, visitou a Índia este mês e, segundo o TOI, declarou que a empresa iria investir cerca de dois mil milhões de dólares na construção de 10 a 12 novas centrais de produção nos estados indianos de Andhra, Maharashtra e Gujarate.

Ao Economic Times, um oficial da Foxconn India disse que vários players do universo dos smartphones já mostraram o seu interesse em alcançar a nova fábrica, que deverá chamar-se Rising Star (“Estrela Nascente”). A Microsoft ainda não confirmou o negócio com a Foxconn.

Várias são já as empresas que estão a procurar produzir os seus dispositivos em solo indiano, evitando, assim, despesas relacionadas com exportação e importação e entraves regulatórios. Esta semana, a Huawei recebeu luz verde, por parte do governo indiano, para operar no país, que alberga hoje um mercado de dispositivos móveis com um forte crescimento. Muitas marcas chinesas estão a procurar estender-se até à Índia para contrabalançar as perdas que têm sofrido no seu mercado doméstico, numa altura em que este regista uma preocupante estagnação.


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