Microsoft pode não ficar com a central indiana da Nokia

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A Nokia disse hoje que devido a uma decorrente disputa com as autoridades reguladoras indianas, a sua fábrica de dispositivos telefónicos móveis na Índia muito provavelmente não passará para as mãos da Microsoft, não fazendo parte do negócio entre as duas tecnológicas, concluído esta sexta-feira. O acordo de 5,4 mil milhões de dólares estabelecido entre

A Nokia disse hoje que devido a uma decorrente disputa com as autoridades reguladoras indianas, a sua fábrica de dispositivos telefónicos móveis na Índia muito provavelmente não passará para as mãos da Microsoft, não fazendo parte do negócio entre as duas tecnológicas, concluído esta sexta-feira.

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O acordo de 5,4 mil milhões de dólares estabelecido entre ambas as empresas, sob o qual a Microsoft adquirirá a divisão de dispositivos móveis da Nokia, poderá não integrar a central de produção de telemóveis na Índia.

Se, de facto, a finlandesa se vir confrontada com este embrago, depois da finalização do negócio, passará a operar a fábrica como se se tratasse de uma unidade de manufatura a contrato.

“É altamente improvável que a fábrica seja transferida, visto que o acordo com a Microsoft será concluído amanhã”, avançou uma porta-voz da unidade indiana da Nokia. “Caso o ativo não seja transferido, entraremos num acordo de prestação de serviços com a Microsoft”.

A Nokia ainda não cumpriu com as condições impostas por um tribunal indiano, que incluiam o pagamento de uma garantia por eventuais dívidas fiscais, uma querela que já dura há algum tempo com as autoridades indianas.

A central, que segundo a Nokia emprega cerca de 6,6 mil funcionários, é uma das maiores fábricas da finlandesa a nível global.

Os advogados da Nokia haviam já dito ao Alto Tribunal de Delhi que a empresa poderia operar a central de produção como uma manufatura a contrato, caso não seja permitida a sua transferência para a Microsoft.


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