Microsoft obrigada a ceder dados de Dublin aos Estados Unidos

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Um juíz norte-americano decretou que a Microsoft era obrigada a conceder os dados que armazena num seu data center na Irlanda às autoridades policiais dos Estados Unidos, desprezando os esforços da tecnológica contra a decisão. A decisão do juíz James Francis revela que a força dos Estados Unidos é ubíqua e inexorável, derrubando barreiras geográficas

Um juíz norte-americano decretou que a Microsoft era obrigada a conceder os dados que armazena num seu data center na Irlanda às autoridades policiais dos Estados Unidos, desprezando os esforços da tecnológica contra a decisão.

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A decisão do juíz James Francis revela que a força dos Estados Unidos é ubíqua e inexorável, derrubando barreiras geográficas e fronteiras estatais, visto que mesmo informação que esteja armazenada no estrangeiro não está isenta do escrutínio do governo norte-americano nem de por ele ser adquirida, surpreendentemente por meios legais, nesta particular situação.

Francis disse afirmou que as empresas fornecedoras de Internet são obrigadas a aquiescer com mandados de busca relativos a dados armazenados no estrangeiro.

A Microsoft, numa mensagem online, expressou a sua indignação e demonstrou-se ironicamente confusa relativamente ao facto de os mandados no mundo físico poderem apenas recolher materiais que estejam cingidos aos Estados Unidos, enquanto que os mandados “digitais” parecem beneficiar de algum género de imunidade diplomática, visto que atuam nos países estrangeiros da mesma forma que atuam na sua nação de origem.

David Howard, vice-presidente corporativo e conselheiro-adjunto da Microsoft, afiançou que a empresa tem consciência e respeita integralmente o papel das autoridades legais na proteção dos seus cidadãos. No entanto, não deixa de se mostrar frustrada com a discrepância que existe entre a aplicação de mandados legais na dimensão palpável e na esfera virtual.

Tem-se registado um irrefutável aumento da tensão e da suspeita relativamente às práticas do governo norte-americano, e aos seus acessos a informação, mesmo quando legal, das pessoas por todo o mundo, depois do delator e antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Edward Snowden, ter denunciado as abominavelmente condenáveis condutas e operações da agência de (suposta) inteligência.


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