Microsoft fornece serviços de cloud computing à BMW

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A Microsoft anunciou na passada quinta-feira (31 de março), na Microsoft Build Developer Conference, em São Francisco, que a BMW está a utilizar os seus serviços de cloud computing.  Esta relação é de particular importância visto que a marca alemã é um dos clientes chave da Amazon Web Services (AWS), conforme refere o Wall Street Journal.

Os dois gigantes mundiais aliaram-se para apresentar o BMW Connected, um aplicativo que utiliza a plataforma Azure da Microsoft. A aplicação liga-se ao calendário do Microsoft Outlook, aos contatos, messagens e apps para aprender os hábitos e destinos do condutor e usa as ferramentas analíticas para sugerir qual o melhor trajeto, locais de estacionamento, enviar notificações de trânsito ou controlar remotamente as luzes, entre outras funcionalidades. Nos híbridos, é ainda possível ver qual a duração da bateria e quando será necessário efetuar o carregamento da mesma.

O BMW Connected está disponível apenas para iOS e para modelos da BMW de 2014 ou mais recentes mas será disponibilizado também em modelos até 2011.

Thom Brenner, vice-presidente da área de Digital Life do Grupo BMW referiu que “o BMW Connected é mais do que uma app.  É uma experiência com base numa plataforma inteligente que aprende sobre os nossos hábitos de condução”.

A Microsoft referiu ainda, em comunicado, que a plataforma Azure permite ao fabricante de automóveis alemão ter uma solução resiliente, escalável com uma implantação mundial.

“Disponibilizamos uma plataforma de nível empresarial e de confiança com o Azure”, indicou Sanjay Ravi, worldwide managing director of Discrete Manufacturing and Automotive Industries da Microsoft. “A capacidade de assimilar milhões de transações por segundo é crítica dado que muitos dos cenários precisam de ser processados quase em tempo real.”

De recordar que a computação em nuvem é um mercado em rápido crescimento que, segundo a IDC, deverá atingir 24,3 mil milhões de euros em 2019. Esta é uma área crucial para o crescimento do negócio da Microsoft que, em 2015, originou receitas de cerca de mil milhões de euros.