Mayer pode dispensar participação na Alibaba

Negócios

A CEO da Yahoo poderá ter em mãos o maior desafio que já enfrentou até hoje. Marissa Mayer tem tido algumas dificuldades em gerir a sua mais preciosa peça em jogo: uma participação de 15 por cento na gigante Alibaba. A indústria tecnológica aguarda, expectante, pela revelação da estratégia de Mayer para o seu mais

A CEO da Yahoo poderá ter em mãos o maior desafio que já enfrentou até hoje. Marissa Mayer tem tido algumas dificuldades em gerir a sua mais preciosa peça em jogo: uma participação de 15 por cento na gigante Alibaba.

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A indústria tecnológica aguarda, expectante, pela revelação da estratégia de Mayer para o seu mais valioso ativo, que deverá acontecer até ao próximo dia 27 de janeiro. A par da apresentação dos planos para a participação na Alibaba – que vale cerca de 37 mil milhões de dólares –, a diretora executiva deverá também comunicar os resultados do quarto trimestre de 2014.

Segundo informações avançadas pela Associated Press, alguns investidores da Yahoo esperam que Mayer abra mão da participação, para que assim a empresa possa mitigar parte dos impostos que têm vindo a esvaziar os seus cofres.

Além disso, vários shareholders têm pressionado a CEO para revitalizar a rentabilidade dos investimentos feitos na região asiática, incluindo a aquisição da participação na Alibaba, que consideram ser um tiro que falhou o alvo.

Segundo consta, o investidor Jeffrey Smith, da Starboard Value, enviou na passada quinta-feira uma carta a Mayer onde questionava a estratégia da CEO para a participação na Alibaba. Smith tem sugerido ativamente que a Yahoo deveria considerar a aquisição da AOL, uma estrela cadente do universo online – e onde o investidor detém uma participação.

Caso Mayer opte por não atender aos apelos dos seus investidores, acautelou Smith, poderá surgir a necessidade de uma reconfiguração substancial da direção da Yahoo.

É, então, evidente a batalha travada entre Mayer e os shareholders da Yahoo, que alegam que os seus investimentos não estão a ser devidamente aplicados e que a diretora executiva está a esbanjar dinheiro em aquisições supérfluas.


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