Marcas de luxo devem retirar mais partido da evolução tecnológica

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A Deloitte deixa o “aviso”: as marcas de luxo globais devem retirar mais partido da evolução tecnológica e da procura dos consumidores para impulsionar os lucros e permanecerem competitivas. Pelo menos é que conclui o segundo estudo anual Global Powers of Luxury Goods 2015.

As marcas de luxo globais devem retirar partido da evolução tecnológica e da procura dos consumidores para impulsionar os lucros e permanecerem competitivas, conclui o segundo estudo anual Global Powers of Luxury Goods 2015, da consultora Deloitte. De acordo com o documento enviado à imprensa, as 100 maiores empresas de produtos de luxo geraram vendas de 214,2 mil milhões de dólares no ano fiscal terminado em junho de 2014, apesar da instabilidade cambial e da forte disrupção tecnológica.

O estudo, que proporciona uma visão sobre a economia global e analisa as atividades de fusão e aquisição na indústria do luxo, bem como a mudança na natureza do consumidor de luxo – devido ao impacto da tecnologia – revela que as receitas das 100 maiores empresas de produtos de luxo registaram um crescimento de 8,2% face ao ano anterior, enquanto as 250 maiores empresas de produtos de grande consumo registaram uma evolução de 5,6%.

Das 98 empresas de produtos de luxo do top 100 que reportaram as vendas relativas a 2012 e 2013, 72% registaram um aumento em 2013, em que a média de receitas por empresa se situou nos 2,1 mil milhões de dólares. Só o top 10 concentra cerca de 48,9% do total das vendas da indústria.

A liderar o ranking das 100 maiores empresas de produtos de luxo está a francesa LVMH Moët Hennessy – Louis Vuitton SA, que inclui no seu portefólio marcas como a Louis Vuitton, Fendi, Bulgari, Loro Piana, Emilio Pucci, Acqua di Parma, Donna Karan, Loewe, Marc Jacobs, TAG Heuer e Benefit Cosmetics, com um total de vendas de cerca de 21,8 mil milhões de dólares no ano anterior. Em segundo lugar surge a suíça Compagnie Financiere Richemont SA (Cartier, Van Cleef & Arpels, Montblanc, Jaeger-LeCoultre, Vacheron Constantin, IWC, Piaget, Chloé), com 13,4 mil milhões de dólares, e em terceiro a americana The Estée Lauder Companies Inc. (Estée Lauder, M.A.C., Aramis, Clinique, Aveda, Jo Malone), com 11 mil milhões de dólares.

Luís Belo, partner e líder da indústria de Consumer Business da Deloitte, afirma que “alguns aspetos chave da indústria do luxo ficarão irreconhecíveis nos próximos anos. O típico consumidor de luxo que viaja irá alterar o conceito de fronteiras nacionais; os consumidores millennials irão representar uma percentagem significativa do volume de vendas de produtos de luxo; e as forças competitivas derivadas da tecnologia irão continuar a transformar o setor a um ritmo mais elevado. Como tal, as marcas de luxo globais têm de superar os desafios para maximizar a relação com os seus consumidores aficionados pelo digital, sensíveis ao tempo e socialmente conscientes ou arriscam-se a ficar para trás”.


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