Maior operadora britânica debaixo da lupa de entidade reguladora

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A autoridade reguladora das telecomunicações britânicas está a equacionar uma possível segmentação da BT, a maior operadora do Reino Unido, para fomentar a competitividade e impedir a formação de monopólios.

A revisão antitrust da Ofcom, conduzida sobre o mercado das comunicações digitais do Reino Unido, levou-a a considerar que seria necessário subtrair à BT a sua subsidiária Openreach, que licencia o acesso de rivais à infraestrutura da operadora. No entanto, a BT poderá conservar a Openreach, que foi criada em 2006 através de um acordo com a Ofcom para diluir a predominância da operadora no RU, se estiver disposta a fazer concessões e a submeter-se a medidas reguladoras mais austeras.

Com a sua investigação ao setor das comunicações digitais, a Ofcom pretende catalisar o desenvolvimento de banda larga de alta velocidade e perceber por que razão oito por cento da população britânica não tem acesso a estes serviços.

A reguladora, de acordo com a Bloomberg, vê a BT como uma entidade que está numa posição perigosa, pois detém na palma da mão o monopólio do setor. A Ofcom acredita que o poder da operadora poderá ser controlado através de uma regulação mais robusta, e que a prestação da Openreach para com rivais fica, frequentemente, aquém do desejado.

A Vodafone, a EE, a TalkTalk e a Three são operadoras que se movem no Reino Unido sobre a rede da BT, o que lhe confere um incomensurável poder no mercado britânico.

No ano fiscal 2014/2015, terminado a 31 de março, a Openreach gerou receitas superiores a sete mil milhões de euros, representando cerca de 28 por cento das receitas totais da BT, pelo que privá-la desta fonte poderia diminuir o seu poderio no Reino Unido. 37 por cento da força de trabalho da BT está alocada à Openreach.


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