Lucros da SAP sobem no 1º trimestre graças à queda do euro

Fornecedores de SoftwareGestãoNegóciosProjetosResultados

Os lucros operacionais da SAP aumentaram 15 por cento nos primeiros três meses de 2015. Esta subida foi reflexo da queda do valor do euro, embora despesas com novo software cloud tenham restringido a sua margem lucrativa. A tecnológica alemã revelou que os lucros operacionais conseguidos no primeiro trimestre deste ano chegaram aos 1,06 mil

Os lucros operacionais da SAP aumentaram 15 por cento nos primeiros três meses de 2015. Esta subida foi reflexo da queda do valor do euro, embora despesas com novo software cloud tenham restringido a sua margem lucrativa.

First-SAP-Building

A tecnológica alemã revelou que os lucros operacionais conseguidos no primeiro trimestre deste ano chegaram aos 1,06 mil milhões de euros, sinal de uma significativa melhoria face a 2014.

Por outro lado, as receitas escalaram até aos 4,5 mil milhões de euros, uma subida de 22 por cento alimentada pelos mercados europeus, pela redução do valor da moeda do Velho Continente e pela aquisição de 7,3 mil milhões de euros da Concur, uma fabricante de software de gestão de despesas. A desvalorização do euro potencia as capacidades competitivas da SAP nos mercados para lá das fronteiras europeias.

No revés da medalha, a IBM, a congénere norte-americana da SAP, comunicou ontem resultados dececionantes, fazendo dos primeiros três meses de 2015 o 12º trimestre consecutivo em queda, numa altura em que procura abrir mão de negócios que não sejam suficientemente rentáveis e focar-se na esfera da computação cloud.

Diz a Reuters que se não fosse por um euro mais barato, os lucros operacionais da SAP teriam sofrido uma quebra de dois por cento e a sua margem teria caído para os 23,5 por cento, face aos 24,8 por cento do período homólogo de 2014. Estes declínios foram fruto do fortalecimento da sua aposta em computação cloud, que, segundo a agência noticiosa, exigem maiores investimentos iniciais, emagrecendo, assim, a margem lucrativa da SAP.

A empresa alemã tem vindo a reformular o seu modelo de negócio, vendendo os seus produtos numa base de Software-as-a-Service, ou SaaS, em detrimento da venda de pacotes de programas que o cliente depois operará nas suas próprias instalações, deixando a tarefa de gestão de software para a fornecedora SAP.

Durante este primeiro trimestre, a tecnológica registou um aumento de 121 por cento do volume de subscrições dos seus serviços de cloud, chegando as receitas aos 120 milhões de euros.

Para este ano, a SAP prevê um aumento dos seus lucros operacionais da ordem dos 18 por cento, valor que se encontra abaixo dos 19 por cento que a empresa avançara em março.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor