Jornalistas debatem o modo como a Internet pode ajudar o jornalismo

e-Marketing

Um grupo de jornalistas, realizadores e académicos de Portugal, Estados Unidos, Espanha e Holanda reuniram-se este fim de semana em Lisboa para debater “o regresso do jornalismo”. A conferência levou centenas de estudantes e jornalistas à Escola Superior de Comunicação Social. “Há quem pense que o jornalismo está superficial e vai desaparecer por causa da

Um grupo de jornalistas, realizadores e académicos de Portugal, Estados Unidos, Espanha e Holanda reuniram-se este fim de semana em Lisboa para debater “o regresso do jornalismo”. A conferência levou centenas de estudantes e jornalistas à Escola Superior de Comunicação Social.

dave_thesis_photo_1“Há quem pense que o jornalismo está superficial e vai desaparecer por causa da Internet. Nós queremos justamente mostrar o contrário, que o jornalismo pode ser ainda mais profundo e mais sério com as ferramentas que a tecnologia trouxe”, diz Paulo Moura, jornalista e coordenador da conferência internacional.

De sexta-feira a domingo passado, estiveram presentes em Lisboa diretores dos media portugueses, jornalistas e especialistas de vários países, principalmente dos Estados Unidos onde há mais novas experiências envolvendo os jornalismos narrativo e literário na Internet.

Mark Kramer, fundador do programa para jornalismo narrativo da Fundação Nieman, na Universidade de Harvard, esteve presente na conferência para falar sobre jornalismo literário e afirmou que o género desempenha um importante papel na realidade digital. “Não importa qual é a tecnologia. O jornalismo literário pode ser muito preciso e até mais informativo, mantendo a integridade e a autenticidade”, revelou Mark Kramer. “A brevidade dos artigos não importa. Quando se diz que o jornalismo online deve ser feito com textos curtos, é com base na ideia de que é desconfortável ler textos longos no computador. Mas já é mais confortável no iPad. E ainda mais no Kindle”, acrescenta.

Amy O’Leary, do The New York Times, também marcou presença na iniciativa, juntamente com mais 36 oradores. O tema de abertura foram as novas fronteiras do jornalismo digital.

“Quando havia escassez de boa informação no mundo, o jornalismo parecia ser uma indústria muito segura, com um futuro risonho. Chegados a este ponto da história humana, estamos a consumir mais media do que alguma vez aconteceu. Agora, o jornalismo tem de competir com muitas outras formas de entretenimento e informação pela atenção e pelo tempo do público. A surpresa pode ser uma excelente maneira de captar a atenção de alguém e de a manter”, refere o jornalista do New York Times.

O diretor-adjunto do jornal espanhol El País, Borja Echevarría e o editor-executivo do The Atavist, Charles Homans, foram outros dos nomes que marcaram presença neste evento.

Adelino Gomes, Cândida Pinto, Jorge Pelicano e João Paulo Baltazar, foram alguns dos nomes de jornalistas portugueses que também marcaram presença. No final da manhã de sábado, António Granado da RTP, Fernando Zamith da Lusa e João Canavilhas  da Universidade da Beira Interior traçaram o estado da arte do jornalismo digital no nosso país.

Já na manhã de domingo, Simone Duarte, diretora executiva online do Público, debateu os modelos para o jornalismo digital em Portugal, juntamente com o diretor das novas plataformas do grupo Impresa, Henrique Monteiro, o diretor da TVI, José Alberto de Carvalho, e o diretor-adjunto de informação da Renascença, Pedro Leal.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor