Jack Lew discute novas leis tecnológicas da China

Segurança

O Secretário de Estado do Tesouro, Jack Lew, discutiu com o governo chinês as mais recentes alterações nas políticas tecnológicas que têm deixado Washington de sobrolho franzido. Os Estados Unidos acreditam que as novas leis chinesas prejudicam os negócios das empresas estrangeiras na potência asiática. A China quer passar uma lei que obriga todas as empresas

O Secretário de Estado do Tesouro, Jack Lew, discutiu com o governo chinês as mais recentes alterações nas políticas tecnológicas que têm deixado Washington de sobrolho franzido. Os Estados Unidos acreditam que as novas leis chinesas prejudicam os negócios das empresas estrangeiras na potência asiática.

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A China quer passar uma lei que obriga todas as empresas tecnológicas estrangeiras a abrirem mão das chaves de encriptação dos seus produtos de software. Diz o governo chinês que esta medida visa combater o terrorismo cibernético e não é, de modo algum, vista com bons olhos pela administração norte-americana.

Citado pela Reuters, Lew, no decorrer do seu encontro com o vice-primeiro-ministro chinês Wang Yang, deixou claro que o governo norte-americano está preocupado com as implicações que esta lei poderá ter nos negócios das empresas tecnológicas, que ficarão em clara desvantagem face às concorrentes locais.

Consta que esta lei antiterrorismo aplica-se tanto a empresas estrangeiras como a empresas chinesas, embora se pense que estas últimas sejam beneficiadas, ou, pelo menos, não sofram tantos prejuízos.

Uma das preocupações expressas por Washington prende-se com o facto de, ao fornecer as chaves de encriptação dos seus produtos aos chineses, as empresas poderão ver as suas vendas gravemente lesadas, visto um governo estrangeiro ter poder ter acesso ao código vertebral dos programas.

É ainda dito pela agência noticiosa que uma outra lei requer que os computadores adquiridos pelas entidades da área financeira chinesa cumpram com determinados parâmetros de segurança, o que parece promover, de forma forçosa, a adoção de programas e equipamentos desenvolvidos sob o olhar atento de Pequim. Contudo, foi hoje avançado que o governo chinês vai atrasar a implementação desta norma.

É tangível a tensão existente e crescente entre os Estados Unidos e a China, evidenciada pelas constantes trocas mútuas de acusações de ciberespionagem. Apesar de a cooperação económica parecer decorrer sem muitos contratempos, as relações tecnológicas entre estes dois colossos mundiais não primam pela confiança nem pela tranquilidade.


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