ITEN quer faturar 80 milhões em 2014

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Resultado da fusão das operações nacionais da Prológica e CPCIS, a ITEN tem uma oferta dividida em três grandes pilares – Serviços, Tecnologia e Soluções – e espera atingir uma faturação de 80 milhões de euros este ano. João Pinto e Sousa, Chairman da empresa, revela à B!T quais os sectores onde a ITEN vais

Resultado da fusão das operações nacionais da Prológica e CPCIS, a ITEN tem uma oferta dividida em três grandes pilares – Serviços, Tecnologia e Soluções – e espera atingir uma faturação de 80 milhões de euros este ano. João Pinto e Sousa, Chairman da empresa, revela à B!T quais os sectores onde a ITEN vais apostar no mercado português, sem esquecer a componente de internacionalização, cujo foco está na Europa.

João Pinto e Sousa, Chairman da ITEN – Créditos: Agência Fotográfica Filipe Pombo - http://www.affp.net/
João Pinto e Sousa, Chairman da ITEN – Créditos: Agência Fotográfica Filipe Pombo – http://www.affp.net/

B!T: A ITEN resulta da fusão das operações nacionais da Prológica e CPCIS. Que balanço faz deste primeiro ano de atividade?

João Pinto e Sousa: A fusão das duas empresas surgiu de uma visão comum e de uma vontade de fazer a diferença no mercado nacional de tecnologias de informação. A ITEN é um integrador vocacionado para a prestação de serviços de excelência aos seus clientes e conjuga a experiência acumulada de duas das mais prestigiadas empresas do sector, com ofertas complementares. O balanço do primeiro ano de atividade é muito positivo. Os bons sinais recebidos do mercado nos primeiros cinco meses de atividade, em 2013, traduziram-se num valor de faturação de cerca de 40 milhões de euros, em linha com as expectativas do plano de negócios definido. Estamos igualmente satisfeitos com as nossas expectativas para 2014, que estão dentro do previsto, sendo que esperamos fechar este ano fiscal com um valor de faturação entre os 70 e os 80 milhões de euros, dado o habitual ciclo de maior atividade no final do ano. Os resultados alcançados ao nível do negócio são uma clara demonstração de que esta é uma aposta ganha e de que os clientes têm uma perspetiva positiva da qualidade das equipas e da capacidade adicional de entrega que a ITEN consegue trazer ao mercado.

Que objetivos se propõem alcançar este ano?

Os objetivos a que nos propomos resumem-se à consolidação do sucesso registado na segunda metade do ano transato, ao nível da faturação, crescimento, operações, internacionalização e afirmação da empresa no mercado nacional. Para o ano de 2014 traçámos como principais objetivos da operação da ITEN a expansão internacional da empresa nos mercados identificados como prioritários face ao potencial de negócio, o crescimento da oferta e faturação de acordo com o registado nos cinco meses de atividade do ano anterior e o desenvolvimento de áreas de foco da empresa como nearshore, mobilidade, desenvolvimento e gestão de parques informáticos.

Qual é a vossa estratégia?

A estratégia da ITEN tem como base a expansão e consolidação de uma oferta assente nas principais áreas de competência da empresa e na capacidade de entrega aos seus clientes. A oferta está dividida em três grandes pilares – Serviços, Tecnologia e Soluções –, em cada um dos quais a empresa ambiciona liderar na qualidade e focando a sua operação em serviços de valor acrescentado para as organizações. Os Serviços representam todo o know-how e expertise da ITEN Solutions. A área de Tecnologia incorpora as competências da empresa na integração das tecnologias dos seus diferentes parceiros. E a última área inclui Soluções de negócio, tecnológicas ou verticais por setor de mercado. O desafio passa por, no ano de 2014, consolidar as operações em Portugal, ao mesmo tempo em que se reforça a aposta no plano internacional, com principal foco na Europa.

Que áreas de negócios têm mais peso no vosso negócio?

O negócio de licenciamento de tecnologia é uma parte importante da faturação da empresa. As áreas de Soluções e Tecnologia são as mais representativas para a ITEN, mas temos também uma forte aposta na área de Serviços, para endereçar todas as necessidades dos clientes nas nossas áreas de competência.

Em que segmentos de mercado pretendem apostar mais?

A ITEN tem uma clara aposta nas seguintes áreas: Banca, Indústria e Serviços e Administração Pública. Neste último caso, com ofertas especializadas nas áreas da Justiça, Educação e Saúde, embora de forma transversal e incluindo, onde aplicável, os operadores privados dos sectores. Estamos também a estudar, em particular na Europa, outros segmentos de mercado onde existe uma forte pressão para adaptar os atuais modelos de negócio.

A aposta na internacionalização passa por que geografias?

Atualmente, a empresa tem vindo a apostar em diferentes mercados, tais como Suíça, Luxemburgo, Reino Unido, Holanda ou Suécia, entre outros. Através desta aposta em tão diferentes geografias, a ITEN pretende não só diversificar e valorizar a sua presença geográfica, como dar a conhecer a sua capacidade de entrega perante estes mercados maduros e exigentes. O processo de internacionalização permite ainda consolidar a sua posição e postura inovadora ao nível da abordagem ao mercado. Estes mercados exigem um elevado nível de qualidade de serviços e certificações, e, para responder a estes desafios, a ITEN tem vindo a realizar um trabalho contínuo na implementação de novos modelos e referenciais normativos e na certificação dos seus processos e serviços (no contexto das normas ISO 9001, 20000, 27001, entre outras). A aposta na qualidade e na certificação de processos e competências é um tema muito importante para a ITEN, e tencionamos manter um forte investimento no plano de certificações de TI.

Têm planos para recrutar mais recursos humanos a curto-médio prazo?

A empresa tem atualmente cerca de 300 colaboradores e está a ultimar um conjunto de projetos que poderão ser responsáveis por gerar mais postos de trabalho e fixar recursos e competências em Portugal. Este é, de resto, um dos compromissos da ITEN – trazer negócios e parcerias para Portugal, reforçando o potencial de empregabilidade no sector.


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