A islandesa Vivaldi aposta na privacidade e segurança

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A plataforma emergente de comunicação social Vivaldi quer atrair utilizadores que procurem evitar ser alvo de publicidade excessiva e intimidante e que queiram fugir do olhar curioso das entidades governamentais. Sediada na Islândia, um país afamado pelo seu compromisso para com a privacidade e a liberdade de expressão, a Vivaldi quer atrair utilizadores através de sistemas de

A plataforma emergente de comunicação social Vivaldi quer atrair utilizadores que procurem evitar ser alvo de publicidade excessiva e intimidante e que queiram fugir do olhar curioso das entidades governamentais.

VIVALDI VON TEZCHNER

Sediada na Islândia, um país afamado pelo seu compromisso para com a privacidade e a liberdade de expressão, a Vivaldi quer atrair utilizadores através de sistemas de forte encriptação de dados e com a promessa de não fazer uso de conteúdo confidencial de e-mails para gerar publicidade.

“Inicialmente, queremos centrar as nossas atenções nos geeks, pois são eles os mais exigentes relativamente a funcionalidades, segurança e privacidade”, declara von Tetzchner, ex-CEO da Opera Software e fundador da Vivaldi. “No entanto, muitas outras pessoas partilham dos mesmos receios, e serão todos bem-vindos.”

A Vivaldi.net, recentemente criada, oferece um serviço de correio eletrónico, aplicações para partilha de fotografias, funções de chat, uma plataforma de blogue e fóruns de discussão.

Von Tetzchner afirma que “ultimamente, tem-se notado uma grande preocupação acerca da segurança, e, na sua grande maioria, tem sido direcionada aos governos”. Não obstante, diz que considera tratar-se de uma situação inevitável para empresas deste sector.

Com o encerramento da própria rede social da Opera Software, My Opera, dia 1 de março, a Vivaldi espera conseguir capturar os milhões de utilizadores perdidos pela plataforma.

“Como sociedade, acho que deveríamos centrar os nossos esforços em limitar a vigilância massiva por parte das entidades governativas, sob a qual todos estamos, e das empresas que usam informação confidencial como munições para estratégias publicitárias”, diz von Tetzchner.

O executivo islandês considera que ninguém está a salvo do olhar da NSA (Agência de Segurança Nacional) e, como tal, apenas pode garantir que a Vivaldi constitui uma alternativa muito mais segura do qualquer outra plataforma.


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