Intel investe em fábrica na China com apoio do governo

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A Intel vai investir cerca de 1,6 mil milhões de dólares no reforço da sua central de produção em Chengdu, na China ocidental. Esta aposta denuncia uma tentativa de cimentação do seu negócio num mercado que tem vindo a provar-se antagónico às tecnológicas norte-americanas. A empresa disse hoje que a melhoria da fábrica passará pela

A Intel vai investir cerca de 1,6 mil milhões de dólares no reforço da sua central de produção em Chengdu, na China ocidental. Esta aposta denuncia uma tentativa de cimentação do seu negócio num mercado que tem vindo a provar-se antagónico às tecnológicas norte-americanas.

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A empresa disse hoje que a melhoria da fábrica passará pela introdução da mais avançada tecnologia para testes de chips na esfera chinesa, e receberá apoio dos governos local e regional no projeto, apesar de Pequim “torcer o nariz” face à presença de tecnológicas norte-americanas na China.

O vice-presidente executivo da Intel, William Holt, afirmou que a oferta da tecnologia de teste de chips ao mercado chinês denota o compromisso da empresa californiana para com a inovação do setor do país, e que as melhorias da central de Chengdu terão reflexos positivos no crescimento da economia regional e na indústria chinesa dos semicondutores.

Em contraste, a homóloga rival Qualcomm não tem tido a mesma sorte na China. Tendo sido alvo de inúmeros processos lançados pelas autoridades regulatórias locais, a Qualcomm foi acusada (à semelhança da Microsoft) de infringir as leis antitrust estipuladas pelo governo chinês, e que as suas práticas colocavam em xeque a subsistência das empresas domésticas.

Apesar de as reações da China face às tecnológicas norte-americanas evidenciarem um certo sentimento “anti-americano”, Pequim garante que as suas investigações e medidas face a estas empresas nãos estão subjugadas a nenhuma estratégia protecionista, e que visam somente a salvaguarda de um mercado equilibrado e justo, onde as organizações chinesas de menores dimensões (comparativamente às gigantes norte-americanas) possam competir saudavelmente no setor.

Um analista da firma financeira Nomura, Leping Huang, afirmou que a abordagem da Intel ao governo chinês é a mais apreciada, visto que “se se quiser fazer dinheiro na China, há que investir na China”.


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