Intel encoraja empresas a abdicarem do uso de minerais na produção

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A Intel encoraja outras empresas a prescindirem do uso de minerais ilegais na produção dos seus produtos. A Intel Corporations tem vindo a estudar uma forma de abdicar da cadeia de minerais extraída e fornecida pela República Democrática do Congo, uma vez que esta causa constrangimentos éticos aos Estados Unidos e financia a violência que

A Intel encoraja outras empresas a prescindirem do uso de minerais ilegais na produção dos seus produtos.

Coltan in the CongoA Intel Corporations tem vindo a estudar uma forma de abdicar da cadeia de minerais extraída e fornecida pela República Democrática do Congo, uma vez que esta causa constrangimentos éticos aos Estados Unidos e financia a violência que se regista no país.

A Intel encoraja, agora, as empresas a verificarem os seus métodos de produção de forma a que os seus produtos estejam “livres de conflitos”, através de regulamentação por parte dos EUA.

Em 2010 a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Business Roundtable and National  Association of Manufacturer, processou o congresso no sentido de limitar a atuação do país na rede de minerais e consequente influência no conflito.

O Congresso alegou, após o julgamento, que esta medida seria impraticável e dispendiosa. Questões negociais e políticas cruzam-se enquanto que empresas, muitas vezes maiores que os próprios estados em que se inserem, continuam a crescer sob uma premissa de não-responsabilização de condições de trabalho, ambiente, corrupção e direitos humanos.

Inicialmente, as empresas aderiram voluntariamente a acordos que defendessem os direitos humanos, através de auditorias que cimentassem o comércio justo, mas o colapso na fábrica do Rana Plaza em Bangladesh em 2013, que matou mais de mil trabalhadores, denunciou as limitações e corrupção no abastecimento das cadeias de produção.

Carolyn Duran, diretora de abastecimento de cadeias da Intel afirmou que levou muito tempo a desenvolver um sistema de compactação, ensacamento e verificação dos minerais até à sua fundição. Agora os custos são geridos e outras companhias podem beneficiar e aprender a partir da sua experiência.

Segundo a embaixadora do Congo nos Estados Unidos, Faida Mitifu, os benefícios são tangíveis e inicialmente a redução na procura causou algumas dificuldades às empresas que dependiam de minerais ilegais, mas a violência foi atenuada, o que ajudou a implementar a paz.

“O governo trabalhou de perto com as empresas de minérios e pôs em ação um sistema de certificação, da qual verificámos progressos muito positivos em termos de Indústria e do fluxo de investimento”, sublinhou Mitifu.


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