Instagram pode ser bloqueado no Irão

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A rede social de partilha de fotos Instagram poderá ser bloqueada no Irão. A confirmar-se, esta rede social juntar-se-á ao Facebook, Twitter, YouTube, Google+, Tumblr, Pinterest, MySpace e Hi5 na lista de interdições do país. Apenas os chineses Qzone e Weibo, o japonês Line e os norte-americanos LinkedIn, WhatsApp e Instagram estão acessíveis no país.

A rede social de partilha de fotos Instagram poderá ser bloqueada no Irão. A confirmar-se, esta rede social juntar-se-á ao Facebook, Twitter, YouTube, Google+, Tumblr, Pinterest, MySpace e Hi5 na lista de interdições do país.

instagram-android-2Apenas os chineses Qzone e Weibo, o japonês Line e os norte-americanos LinkedIn, WhatsApp e Instagram estão acessíveis no país. Apesar do Instagram ser muito utilizado pelos iranianos, a rede social pode ter os seus dias contados naquele país.

No passado domingo registou-se um bloqueio temporário ao Instagram. Cibernautas iranianos conseguiram, através de um servidor intermediário, contornar o “filtro” que as autoridades da República Islâmica aplicam à Internet e denunciar o novo bloqueio via Twitter.

O Instagram esteve inacessível tanto a partir de computadores como de telemóveis. Collin Anderson, um estudante norte-americano de censura iraniana da Internet, confirmou que a rede de partilha de fotografias estava fora do alcance dos iranianos. “Estou surpreendido que tenha durando tanto. O Instagram era provavelmente a maior rede social sem filtro no Irão”, refere Anderson.

O estudante pressupõe que o lançamento do Instagram Direct seja a causa deste bloqueio. A nova funcionalidade permite trocar mensagens privadas, o que antes não era possível nesta rede social.

Depois de terminado o bloqueio, o presidente do Comité Iraniano para a Identificação de Conteúdo Criminoso na Internet, Abdolsamad Khoramabadi, fez saber que o Instagram não tinha sido integralmente bloqueado. De acordo com este responsável, só algumas páginas, com conteúdo inapropriado, deveriam ter sido atingidas.

No entanto, Collin Anderson não acredita nestas declarações. “Não foi um erro, algo aconteceu. Um site tem de ser posto na lista para ser bloqueado, e ele esteve definitivamente bloqueado.” O investigador iraniano Amin Sabeti acredita que se tratou de um teste, para ver qual seria a reação das pessoas caso o bloqueio fosse permanente. “Estou certo de que não foi um simples incidente”, comentou.


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