Inmarsat aprimora serviços de localização das aeronaves

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A operadora de redes de satélites Inmarsat, que desempenhou um papel crucial na descoberta da rota final do avião desaparecido MH370 da Malaysian Airlines, desvendou que vai disponibilizar um serviço gratuito de localização para todas as companhias aéreas comerciais de transporte de passageiros. No encalço do trágico e misterioso desaparecimento do MH370, emergiram uma multiplicidade

A operadora de redes de satélites Inmarsat, que desempenhou um papel crucial na descoberta da rota final do avião desaparecido MH370 da Malaysian Airlines, desvendou que vai disponibilizar um serviço gratuito de localização para todas as companhias aéreas comerciais de transporte de passageiros.

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No encalço do trágico e misterioso desaparecimento do MH370, emergiram uma multiplicidade de receios relativamente aos serviços de localização das aeronaves. Como tal, a britânica Inmarsat divulgou que vai difundir um sistema gratuito que permite que, através de GPS, o avião envie a sua localização precisa, o destino, a velocidade e a altitude em que circula para as torres de controlo do tráfego aéreo a cada 15 minutos.

“Esta oferta rapidamente, responsavelmente e a reduzido ou a inexistente custo para a indústria, responde ao problema trazido à luz do dia pelos trágicos eventos que envolveram o MH370”, afirmou o diretor executivo Rupert Pearce.

O avião MH370 etereamente desvaneceu-se dos radares no passado dia oito de março, deixando muitos atónitos com o facto de ser possível que uma aeronave, um Boeing 777, um dos maiores do mundo, desapareça dos sistemas de localização e que se torne praticamente invisível quando sai do raio de alcance do radar.

Depois dos genuinamente dramáticos acontecimentos, foram muitas as organizações que se mostraram determinadas em assegurar que uma situação deste natureza não se repita. Assim, a Agência Europeia de Segurança da Aviação, na passada terça-feira, apelou para que os sistemas de energia das “caixas negras” dos aviões passem a ser fabricadas para perdurarem debaixo de água durante um mínimo de 90 dias, em vez dos atuais 30. A agência asseverou ainda que a tecnologia de gravação de voz do cockpit tivesse uma duração de 20 horas, e não de duas horas como é de momento exigido.

Apesar de todos os esforços canalizados para a procura do veículo aéreo, o oficial encarregue da liderança da investigação disse que um completo escrutínio da área onde se suspeita que tenha caído o avião poderá demorar até um ano.

Com a quantidade de tecnologia que temos hoje ao nosso alcance, seria de esperar que algo deste género fosse evitado.

Surgem, contudo, algumas questões: terá sido o desaparecimento uma mera, mas custosa, falha técnica, ou terá tido potenciada por uma qualquer intenção maliciosa, que intentava, com efeito, obliterar a aeronave e os seus mais de 200 tripulantes.


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