Indicador de Logística I.Log atinge valor mais elevado desde a sua criação

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O indicador de atividade logística criado pela Associação Portuguesa de Logística (APLOG) e pela consultora Accenture, I.Log, acaba de inverter a descida verificada no trimestre anterior, voltando a subir. O indicador de clima do sector atingiu o valor mais alto desde a implementação do I.Log, situando-se atualmente nos 131 pontos. Este índice foi criado em

O indicador de atividade logística criado pela Associação Portuguesa de Logística (APLOG) e pela consultora Accenture, I.Log, acaba de inverter a descida verificada no trimestre anterior, voltando a subir. O indicador de clima do sector atingiu o valor mais alto desde a implementação do I.Log, situando-se atualmente nos 131 pontos.

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Este índice foi criado em 2011 e tem por objetivo refletir a situação atual do sector logístico em Portugal, assim como as expetativas para os próximos 12 meses, com base em respostas a um inquérito de opinião trimestral. Atualmente, o I.Log é ainda limitado ao segmento de produtos de grande consumo e baseado num painel de empresas associadas da APLOG, que constituem a oferta e a procura logística nesse segmento. Do lado da oferta estão representados operadores logísticos, do lado da procura estão representados a indústria de alimentação e bebidas, detergentes e produtos de higiene e retalho.

A análise do 4º trimestre de 2013 consolida a existência de uma perceção positiva dos diferentes agentes logísticos, com todos os indicadores (situação, expetativas e clima) a inverter a tendência decrescente que se tinha verificado no trimestre anterior. O indicador de clima está agora nos 131 pontos, influenciado pelo aumento quer do indicador de situação atual, que passou dos 111 para os 126 pontos, quer do indicador de expectativas que subiu dos 131 para os 137 pontos.

“O número de empresas participante é um elemento crítico para manter a relevância e fiabilidade do I.Log e melhorou no final de 2013. No 4º trimestre de 2013, o I.Log retomou a tendência de subida que tinha sido interrompida no 3º trimestre, com o indicador de clima a atingir o valor mais alto desde o início da sua implementação. No que diz respeito às empresas prestadoras de serviços logísticos, a tendência voltou a ser de subida, com o indicador de clima praticamente recuperado da queda que se tinha verificado no trimestre anterior, situando-se agora nos 129 pontos. Estas empresas referem ter verificado uma melhoria na sua tendência de negócio, bem como um aumento de novos serviços internos e transfronteiriços, ao contrário da situação global de vendas, que caiu ligeiramente face ao trimestre anterior. Para a consolidação do I.Log como indicador de clima sectorial é fundamental alargar a participação a empresas de outros segmentos da indústria Portuguesa”, refere Rui Rufino, responsável pela área de Supply Chain & Operations da Accenture Strategy em Portugal.

Analisando os resultados por sector, o indicador de clima logístico para empresas prestadoras de serviços logísticos apresentou uma subida, passando dos 112 para os 129 pontos (aumento de cerca de 15%). Este aumento do indicador compósito ocorreu devido ao aumento do indicador de situação atual neste grupo de agentes logísticos, que passou dos 98 para os 122 pontos e ao aumento do indicador de expectativas que passou dos 128 para os 137 pontos (aumento de 7%).

Relativamente à situação atual para os prestadores de serviços logísticos, verificou-se uma inversão na situação do negócio, percepcionando-a como positiva, com melhoria na tendência do negócio e substancial aumento dos novos serviços internos. Os prestadores de serviços logísticos identificaram também o aumento dos novos serviços transfronteiriços. Apesar desta conjuntura mais favorável, estes agentes identificaram a situação global de vendas ligeiramente negativa e a utilização de capacidade acima da média. Relativamente às expectativas futuras, os mesmos reportaram melhoria na tendência de negócio e na situação global das vendas face ao trimestre anterior, aumento do quadro de pessoal, invertendo a tendência de diminuição que se estava a verificar até à data e a manutenção do aumento nos investimentos, embora com menor expressão do que no trimestre anterior.

A mudança de tendência é visível nos indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores e da indústria, que apesar de negativos, apresentam tendência de melhoria. Os indícios de melhor desempenho na economia refletem-se no aumento do volume de negócios no comércio a retalho e nos serviços de transporte e armazenagem.

Relativamente a expectativas, esta última análise revela que os prestadores de serviços logísticos preveem melhorias no seu negócio, sendo de destacar o aumento previsto no quadro de pessoal, em contra-ciclo com a tendência registada no último trimestre.

Nas empresas de produção e distribuição mantem-se a tendência de aumento dos três indicadores (clima, situação e expectativas) desde o final de 2012, com o indicador de clima nos 133 pontos. Relativamente à situação atual destas empresas, regista-se aumento significativo na tendência e situação da procura, manutenção de elevada utilização da capacidade própria e a perceção de capacidade disponível no mercado elevada. Por tudo isto, as empresas de produção e distribuição preveem uma melhoria na sua tendência de negócio, com expansão na procura de serviços transfronteiriços e aumento de pessoal, bem como ligeira redução na tendência de subcontratação logística que se tinha verificado no 3º trimestre.


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