IBM discute importância da segurança dos pagamentos online

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A IBM realizou ontem a conferência “Regulação do Banco Central Europeu para a Segurança Online”, que visou fomentar a discussão sobre as mais recentes recomendações do Banco Central Europeu e de como a Banca portuguesa pode cumprir com estas diretivas que incidem sobre a segurança dos pagamentos efetuados na dimensão digital. Estas novas medidas, que

A IBM realizou ontem a conferência “Regulação do Banco Central Europeu para a Segurança Online”, que visou fomentar a discussão sobre as mais recentes recomendações do Banco Central Europeu e de como a Banca portuguesa pode cumprir com estas diretivas que incidem sobre a segurança dos pagamentos efetuados na dimensão digital.

online pagamento

Estas novas medidas, que objetivam a mitigação das fraudes em pagamentos online são fruto do European Forum on the Security of Retail Payments (SecuRe Pay), criado em fevereiro de 2011, “uma iniciativa resultante da crescente visibilidade das matérias relacionadas com a prevenção de fraude nos pagamentos de retalho”, clarificou, durante a conferência, Rui Pimentel, Coordenador do Departamento de Sistemas de Pagamentos do Banco de Portugal.

O Fórum SecuRe Pay tem como objetivo abordar áreas onde são detetadas grandes vulnerabilidades e, quando necessário, fazer recomendações. “Mas a realidade diverge de banco para banco, pelo que tornou-se necessário avançar por este caminho para chegar a um nível de segurança harmonizado e em conformidade em toda a União Europeia e Espaço Económico Europeu. Estas guidelines terão aplicabilidade a partir de agosto de 2015”, referiu ainda.

Assim, a maioria dos Bancos Europeus vê-se compelida a adquirir capacidades adicionais de análise de risco, proteção contra software malicioso e um forte sistema autenticação para responder aos requisitos de segurança definidos pelo BCE.

“Em Portugal, as análises efetuadas têm concluído que a base de partida é relativamente favorável, ao nível das soluções existentes. O ponto de maior complexidade será o requisito de uso de ferramentas de autenticação forte”, avançou Pimentel.

A International Business Machines afirmou, em comunicado, que está atenta aos requisitos-chave necessários para uma efetiva e sustentável segurança bancária online, em linha com as recomendações do BCE, e pode ajudar a cumprir atempadamente, e dentro do budget,  estes requisitos, minimizando os custos operacionais, a gestão e a complexidade de implementação.

A Trusteer, uma empresa do Grupo IBM, apresentou, no âmbito da sessão, um conjunto de soluções adaptadas às novas resoluções do BCE, designadamente no que se refere à avaliação, mitigação e controlo do risco, autenticação forte, monitorização de transações e disponibilização de um ambiente seguro de transação.

Roberto Baratta Martínez, diretor de Gestão e Prevenção de Perdas, Continuidade de Negócio e Segurança da ABANCA (um banco galego com presença em Portugal), explicou, na sessão, de que forma na Abanca as soluções da Trusteer têm garantido proteção em várias camadas (layered security), contribuindo para a simplificação dos processos de segurança do ponto de vista do cliente, mas também para o aumento da eficiência e para a mitigação de custos, através da diminuição do esforço humano envolvido em cada incidente.
Desta forma, reiterou Roberto Baratta, “foi possível conciliar as exigências de simplicidade de acesso que o negócio sempre tem, com os requisitos de segurança oriundos do regulador, mas também dos clientes e do próprio banco”.

Adquirida pela IBM no passado mês de setembro de 2013, a Trusteer é parte do forte investimento efetuado pela tecnológica liderada pela CEO Rometty na sua divisão IBM Security Systems desde 2011, e no contexto de uma visão integrada de segurança, cimentando a eficiência e eficácia das arquiteturas de segurança desenhadas pelos clientes.


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