IBM com novo rumo, muda-se definitivamente para a cloud

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A IBM mudou-se definitivamente para o universo cloud. Como tal, a empresa fez questão de cortar segmentos que têm vindo a tornar-se simples commodities, como as redes e o hardware. A B!T, no evento Pulse, em Las Vegas, procurou revelar o novo rumo da IBM. Em entrevista à B!T Magazine, o diretor de cloud computing

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A IBM mudou-se definitivamente para o universo cloud. Como tal, a empresa fez questão de cortar segmentos que têm vindo a tornar-se simples commodities, como as redes e o hardware. A B!T, no evento Pulse, em Las Vegas, procurou revelar o novo rumo da IBM.

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Em entrevista à B!T Magazine, o diretor de cloud computing e smarter analytics/ big data da IBM Brasil, José Luis Spagnuolo, disse que a empresa informática norte-americana procura valorizar e transformar o negócio.

O executivo refere o Cloud Foundry, que vai modificar a parte de plataforma, tornando-a num serviço. Acrescenta ainda que esta situação é resultado de exigências por parte dos clientes da IBM, dando aos utilizadores uma maior liberdade para criarem a seu própria cloud.

Spagnuolo fala ainda do Blue Mix, uma plataforma que permite que os utilizadores rápida e eficazmente possam criar, distribuir e gerir as suas aplicações cloud.

Quando interpelado relativamente ao valor das revelações feitas pela IBM no evento Pulse, Spagnuolo diz que as grandes empresas estão já habituadas a trabalhar em contexto cloud, mas que, para as pequenas empresas, as novas ofertas da IBM vão dispensar o recurso a especialistas para realizar a transição para cloud. “O que estamos a fazer é democratizar o acesso à tecnologia a qualquer tipo de empresa”.

Na entrevista, Spagnuolo disse que quando se fala em cloud não há um local estacionário onde são armazenados os dados. A IBM, acrescenta o executivo, possibilita que o utilizador possa escolher o servidor em que operará a sua plataforma cloud, e que vai investir mais de 1,2 mil milhões de dólares em mais de uma dezena de novos datacenters. A empresa disponibiliza um sistema bare-metal para recuperação de dados, uma cloud privada, a partir da qual as empresas terão conhecimento relativamente ao local de armazenamento dos seus dados, e uma cloud pública.

Spagnuolo diz que o cliente tem o poder de decidir, aquando da realização do contrato, em que datacenter quer os seus dados armazenados, sublinhado a flexibilidade da empresa, resultado da sua globalização.

Quando questionamos o diretor de cloud computing da IBM Brasil relativamente ao volume representado pelo negócio cloud na empresa, o executivo não fez qualquer comentário, dizendo que a IBM tem em curso uma estratégia corporativa para aumentar a sua presença no setor da cloud, da mobilidade, do analytics e social.

A IBM, disse Spagnuolo, já não é uma empresa de hardware, explorando e apostando cada vez mais no universo da nuvem, e que, como resultado de análise de tendências, cortaram vários setores de negócio, como a rede, os PC e armazenamento. A empresa investiu 16 mil milhões de dólares em aquisições para potenciar a área de cloud.


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