HP e Arista Networks negoceiam parceria

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A Hewlett-Packard anunciou que discute os termos para um projeto conjunto com a Arista Networks, fabricante de equipamentos e software para redes e cloud.   Ambas optaram pela união com a intenção de combinar equipamentos e tecnologias de servidores com soluções de gestão de rede, expertise das duas, respetivamente. O resultado seria uma espécie de “computação em

A Hewlett-Packard anunciou que discute os termos para um projeto conjunto com a Arista Networks, fabricante de equipamentos e software para redes e cloud.

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Ambas optaram pela união com a intenção de combinar equipamentos e tecnologias de servidores com soluções de gestão de rede, expertise das duas, respetivamente. O resultado seria uma espécie de “computação em nuvem apenas num hardware” e, segundo a HP, as equipas de TI de clientes poderiam utilizá-la para conectar centros de dados e gerir o funcionamento correto de aplicações móveis, clouds privadas, públicas e híbridas, além da monitorização de grandes aplicações como software ERP e CRM, por exemplo.

A parte mais crítica das conversas são os ganhos que a Arista teria, já que num resultado positivo das negociações, poderá ter acesso à enorme rede de parceiros que a HP mantém em todo o mundo, para então vender a nova plataforma conjunta.

O ativo da HP é bem considerado por analistas de tecnologia, segundo a Bloomberg News, porque centraliza cerca de 145 mil grandes parceiros nos inúmeros países em que a Hewlett-Packard atua, capazes de receber, em poucas semanas, o novo produto para a venda. A agência de notícias informou também que um restrito grupo, constituído pelas maiores empresas globais de TI, teria tamanha estrutura para oferecer a um parceiro menor, assim como Cisco, IBM, EMC.

Outra questão que receberá bastante atenção é o processo movido pela Cisco, no qual acusa a Arista Networks de roubo de patentes e violação de direitos autorais. No processo, a empresa pede, inclusive, a proibição de importação do portfólio de produtos finalizados em fábricas no exterior pela acusada. O mérito deve ser julgado pela Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos.

A imprensa internacional indica que a empresa sediada em Santa Clara, Califórnia (EUA), é atualmente a base de muitos ex-empregados da Cisco, trazidos justamente para o novo processo com a HP. O CEO da companhia, o engenheiro Jayshree Ullal, já liderou a Cisco, por exemplo. O movimento agradou também dois grandes investidores da indústria de tecnologia, os multimilionários David Cheriton e Andy Bechtolsheim, que aumentaram consideravelmente a percentagem de ações que possuem na Arista Networks.

A movimentação de funcionários entre os dois players fez muito bem aos negócios da acusada, que registou uma OPA (Abertura de negociação de ações em bolsa de valores) bem sucedida no ano passado e manteve 60% de margens brutas no balanço de 2014, ao mesmo tempo em que regista crescimento gradual nas vendas.

A sua atual estrutura de profissionais e os números com elevação constante são a moeda de troca para atrair a HP à mesa de negociações. A decisão da gigante sediada em Palo Alto, Califórnia (EUA), por sua vez, ainda não tem previsão para ser divulgada.

*Amauri Vargas é jornalista da B!T no Brasil


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