Höttges: empresas da Internet são indevidamente regulamentadas

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O CEO da Deutsche Telekom afirmou que as empresas tecnológicas norte-americanas estão a movimentar-se demasiado livremente no mercado europeu. Timotheus Höttges acusou as autoridades reguladoras da região de atuarem com exagerada leviandade, o que poderá colocar em risco a atividade das empresas locais. No decorrer da Conferência Internacional da Competição, em Berlim, o diretor executivo

O CEO da Deutsche Telekom afirmou que as empresas tecnológicas norte-americanas estão a movimentar-se demasiado livremente no mercado europeu. Timotheus Höttges acusou as autoridades reguladoras da região de atuarem com exagerada leviandade, o que poderá colocar em risco a atividade das empresas locais.

Timotheus Hottges CEO Deutsche telekom

No decorrer da Conferência Internacional da Competição, em Berlim, o diretor executivo da maior operadora alemã apontou um dedo acusatório a empresas como Amazon, Google e Facebook, caracterizando a sua atividade como anticoncorrencial, segundo informações avançadas pelo Wall Street Journal.

O diretor da publicação germânica Axel Springer, Mathias Doepfner, ecoou as palavras de Höttges, acrescentando que as autoridades reguladoras não estão, com efeito, a exercer a sua autoridade e que dão luz verde à realização de aquisições e fusões que noutros setores seriam impensáveis. Doepfner avança o exemplo da aquisição do WhatsApp pelo Facebook, que, segundo ele, deu origem a um claro monopólio de comunicação e de serviços móveis.

Kent Walker, responsável pelo departamento legal do Google, acorreu em defesa do colosso tecnológico, garantindo que as práticas da empresa estão em conformidade com as leis antitrust estipuladas.

Conta o Mobile World Live que as queixas do CEO da operadora alemã não são novidade para ninguém, e que desde que assumiu a direção executiva da Deutsche Telekom, a janeiro de 2014, tem frequentemente sublinhado a desigualdade que, na sua opinião, tem beneficiado as empresas da Internet e lesado as operadoras de redes.

Höttges sentenciou que o Facebook atua como um serviço de comunicação, mas que não é regulado como tal, o que, na sua opinião, afeta claramente as operações e até a própria rentabilidade de operadoras de telecomunicações.

No entanto, parece que a Comissão Europeia não é alheia a estas preocupações, tendo já dito que está a procurar reconfigurar algumas normas legais, de forma a fazer frente ao crescendo, por exemplo, do número de chamadas de voz efetuadas através de serviços de Internet.


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