Horizontal Cities premiada pela Agência Espacial Europeia

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A startup portuguesa Horizontal Cities, que foi incubada no Vodafone Power Lab, venceu o Space Business Idea Challenge, uma iniciativa do programa Advanced Research in Telecommunications Systems (ARTES) da Agência Espacial Europeia (ESA).

A startup recebeu o prémio de dois mil euros numa cerimónia em Bruxelas e estabeleceu um protocolo de colaboração com a ESA. Incubada no polo de Lisboa do Vodafone Power Lab, a Horizontal Cities é uma aplicação desenhada para ciclistas, cujo objetivo é calcular rotas de forma a evitar as inclinações da cidade. Ou seja, torna-as planas – daí o nome, cidades horizontais.

Mas a designação original era Lisboa Horizontal, visto que foi aqui que surgiu a ideia. Venceu a competição BIG smart cities da Vodafone em 2015, e desde que começou a receber apoio da operadora, há um ano, a startup evoluiu da cidade de Lisboa para uma abordagem mais global. Neste momento, a Horizontal Cities já tem 17% do mundo mapeado, usando os modelos topográficos das metrópoles.

O lançamento no mercado está previsto para breve e deverá ser feito em mais do que uma cidade europeia. A ideia é contribuir para que qualquer pessoa possa substituir os transportes tradicionais pela bicicleta nas suas deslocações do dia a dia ou de lazer. Foi por isso que o ARTES premiou a equipa portuguesa, já que um dos seus propósitos é promover ideias e aplicações tecnológicas que melhorem a vida dos cidadãos europeus e da sociedade em geral. A Horizontal Cities cativou a atenção do júri entre dezenas de projetos a concurso precisamente por corresponder aos critérios de inovação pretendidos pela ESA.

A nova competição BIG Smart Cities vai acontecer este ano em parceria com a Ericsson e está a receber candidaturas online até quarta-feira, 4 de maio.


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