Hacker Weev de novo em liberdade

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Andrew “Weev” Auernheimer, que foi preso depois de ter-se infiltrado no website da AT&T, foi colocado hoje em liberdade, não por ser inocente relativamente aos crimes de que foi acusado mas por o tribunal de recurso ter revertido a decisão do tribunal distrital de Nova Jérsia. Depois de ter estado encarcerado durante 41 meses, Weev,

Andrew “Weev” Auernheimer, que foi preso depois de ter-se infiltrado no website da AT&T, foi colocado hoje em liberdade, não por ser inocente relativamente aos crimes de que foi acusado mas por o tribunal de recurso ter revertido a decisão do tribunal distrital de Nova Jérsia.

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Depois de ter estado encarcerado durante 41 meses, Weev, como era conhecido na comunidade cibernética, saiu da prisão, resultado da inversão da decisão do Tribunal Distrital de Nova Jérsia pelo Terceiro Circuito de Tribunais de Recurso norte-americano. Este último asseverou que, excetuando os utilizadores cujos endereços eletrónicos foram comprometidos, nenhuma das partes envolvidas no caso era de Nova Jérsia, pelo que o processo nunca lá deveria ter decorrido.

Weev fora inicialmente acusado de ter-se infiltrado num servidor da AT&T onde estavam armazenados dados referentes aos utilizadores do iPad 3G. A infração, que revelou e-mails dos utilizadores dos dispositivos móveis, foi na realidade perpetrada por Daniel Spitler, seu cúmplice.

Recorrendo a uma técnica sofisticada e de grande impacto no sistema, Spitler adquiriu 114 mil endereços de e-mail em meados do ano de 2010, antes de notificar o seu colega hacker do sucedido. Auernheimer divulgou, então, a informação à comunicação social, altura em que a AT&T entrou em ação e processou Weev.

Spitler, por seu lado, está a cumprir três anos em liberdade condicional, depois de em janeiro ter-se confessado como culpado.

Weev fora conhecido como um gigante da Internet e colaborou com várias investigações de cibersegurança, razão pela qual a Electronic Frontier Foundation ficou radiante com a nova decisão e consequente libertação de Auernheimer, pois, segundo a organização, a condenação do ativista cibernético refletiria consequências bastante negativas sobre a investigação de segurança informática.


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