Hackathon Farfetch: Tecnologia (literalmente) no centro do Porto

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E já começou. O primeiro hackathon público promovido pela Farfetch vai decorrer até amanhã no centro do Porto. Literalmente no centro já que em plena Avenida dos Aliados foi montada uma mega tenda que albergará os 180 programadores. A melhor ideia será presenteada com 12.500 euros.

A Avenida dos Aliados, no Porto, é o palco daquele que é o primeiro hackathon público da Farfetch. Na conferência de imprensa, realizada hoje de manhã, José Neves, o CEO desta empresa global de e-commerce de moda de luxo, congratulava-se pelo facto de ter havido 300 inscrições. Dessas, apenas 180, as que demonstraram um grau de inovação mais elevado, irão lutar pelos 12.500 euros de prémio.

Como? “Fácil.” Nesta verdadeira maratona de programação, os developers tiveram que formar equipas entre três a cinco elementos, não existindo requisitos em termos de conhecimentos tecnológicos ou de habilitações.

As 10 melhores ideias serão apresentadas amanhã. Agora, resta dar “corda” aos dedos e à imaginação… e programar.

A dinâmica da cidade

Rui Moreira, presidente da autarquia portuense, diz que é precisamente esta a dinâmica que quer para a “sua” cidade. “A Farfetch nasceu aqui neste ambiente e é uma das que nos tem ajudado a construir este ecossistema. Esta é a cidade que queremos e que estamos a prometer ao futuro”.

Aliás, José Neves diz ser com muita satisfação que assiste ao dinamismo deste ecossistema português de tecnologia, agora potenciado pelo evento Web Summit que irá decorrer no próximo mês de novembro, em Lisboa.

O CEO admite que estarem naquele que é um dos locais mais icónicos da cidade é emocionante, já que nasceu e fez todo o seu percurso académico na Faculdade de Economia do Porto. “Tem um simbolismo muito grande. Foi no Porto que iniciei a minha carreira profissional”.

O executivo diz que este será o primeiro de muitas maratonas de programação, apesar de não ter especificado quando será a próxima e se terá como pano de fundo a cidade portuense.

Celebrar a inovação

Quanto à competição, os 180 participantes estão distribuídos por 12 equipas, algumas internas, ou seja, compostas apenas por elementos da própria Farfetch, e as restantes externas. “É um evento aberto ao exterior”, disse José Neves.

Para já, as equipas são apenas nacionais mas na conferência de imprensa o executivo admitiu alargar o âmbito à escala internacional.

“A ideia é, durante estas 24 horas, os programadores darem asas à sua imaginação, à sua capacidade de inovação e tecnologia. Queremos celebrar o empreendedorismo e a inovação”.

Presente na conferência esteve ainda João Vasconcelos, Secretário de Estado da Indústria, que focou que Portugal precisa do empreendedorismo e da inovação do Porto.

Quanto à Farfetch, congratulou não apenas o hackathon, mas sobretudo por demonstrarem a uma geração de portugueses que é possível, sendo português, e a partir de Portugal, criar um negócio global.

“E eu sou testemunha disso já que em todo o lado me falam deste projeto. E falam com respeito, com consideração e isso é louvável. Precisamos mais destes embaixadores que têm orgulho da sua portugalidade”, disse o Secretário de Estado.

No final, o Chief Technology Officer, Cipriano Sousa, que começou a trabalhar desde o dia um com o CEO José Neves, resolveram, eles próprios, meter as mãos à obra e… programar, como de resto ilustra a imagem.

Amanhã, às 10 horas, dez equipas selecionadas vão apresentar os seus projetos. A B!T vai estar presente e apesar de não sabermos quais os melhores, uma coisa é certa: a imaginação dos participantes quanto aos nomes das equipas é, por si, reveladora. Não podemos deixar de mencionar a equipa “copy & pastelaria” e os “Chicharros do Douro Canarinhos”.


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