Governo revê estratégia cloud

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O Governo está a repensar a estratégia cloud, tendo já revisto algumas das linhas mestras definidas na primeira versão do documento da Estratégia para a Racionalização das Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Publica, no âmbito dos centros de dados. Os documentos classificados do Estado já não podem ser guardados em bases de empresas

O Governo está a repensar a estratégia cloud, tendo já revisto algumas das linhas mestras definidas na primeira versão do documento da Estratégia para a Racionalização das Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Publica, no âmbito dos centros de dados.

CloudOs documentos classificados do Estado já não podem ser guardados em bases de empresas privadas como tinha sido definido inicialmente. As informações de dados pessoais sensíveis passam a estar mais salvaguardadas.

Deste modo, a migração para cloud de empresas privadas de informação secreta ou que seja considerada como confidencial vai deixar de ser considerada na nova versão.

O Governo reformulou assim o plano que admitia colocar em empresas privadas, através do sistema de cloud computing, bases de dados com documentos classificados e sensíveis do Estado. Este plano foi contestado por toda a oposição e levou a uma intervenção da Comissão Nacional de Proteção de Dados, acabando por ser suspenso.

A nova estratégia elaborada pelo GPTIC pressupõe que sejam sempre ouvidas todas as entidades competentes no âmbito da proteção deste tipo de bases de dados, com o objetivo de apresentarem as suas preocupações neste âmbito e apontem caminhos a seguir.

O novo documento da “estratégia para a racionalização dos centros de dados da administração pública – horizonte 2012/2016”, faz algumas alterações do ponto de vista da segurança das informações do Estado e dos cidadãos, nas soluções admitidas para a redução de despesa.

No primeiro projeto era considerado “admissível” a migração para cloud de empresas privadas de informação secreta e confidencial. Já no novo plano, estas hipóteses não são admitidas para guardar quaisquer dados classificados.

A racionalização dos centros de dados na AP portuguesa é um dos 25 objetivos da Estratégia para a Racionalização das Tecnologias de Informação e Comunicação.


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