Google e Facebook entre as que mais gastaram em lóbis em 2015

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A Google voltou a ser a tecnológica que mais gastou em atividades de lobbying no ano passado, mantendo o investimento para influenciar decisões e reguladores: 15,7 milhões de euros.

A gigante da web lidera a lista das 16 tecnológicas que mais gastaram neste jogo de influências, segundo os dados registados pela Câmara dos Representantes, em Washington, e divulgados pela organização de interesse púbico e sem fins lucrativos Consumer Watchdog. Ainda assim, no quarto trimestre o lóbi da Google custou 3 milhões de euros, menos 10% que no mesmo período do ano anterior.

Na segunda posição aparece uma empresa de cabo, Comcast, que não opera em Portugal e gastou 14,36 milhões de euros. Logo a seguir está o Facebook, que aumentou consideravelmente o seu investimento em lóbi nos últimos quatro anos. Em 2015, gastou 9 milhões, mais 5% que no ano anterior, e no último trimestre o ritmo cresceu 7% para 1,82 milhões.

“Estas empresas estão a gastar milhões para comprarem os resultados que desejam”, conclui o diretor do projeto de privacidade da Consumer Watchdog, John M. Simpson. “A criação de políticas agora tem que ver com muito dinheiro, não com grandes ideias.”

Uma das surpresas da lista é a Amazon, que praticamente duplicou os gastos para 8,3 milhões de euros e ultrapassou a Microsoft, que gastou 7,8 milhões no ano passado (um aumento de 2%). Aparecem depois a IBM, que gastou menos 6,5% (4,2 milhões) e a Intel, que deu um salto de 19,7% para 4,18 milhões de euros.

A Apple investiu menos de um terço em relação à arqui-rival Google neste tipo de atividade que se tornou uma complexa guerra de influências: 4,11 milhões em 2015, mais 9% que no ano anterior.

Já a Oracle deu um passo atrás, reduzindo 23,5% para 4,1 milhões, e a Yahoo também recuou 3,4% para 2,6 milhões. A Cisco, pelo contrário, aumentou 14,5% para 2,47 milhões.

A lista inclui ainda operadores de telecomunicações e de cabo. A Consumer Watchdog monitoriza os relatórios entregues pelas empresas sobre as suas atividades de lobbying, algo que é mais comum (e talvez aceite) nos Estados Unidos que na Europa. No ano passado,  Facebook, Apple e Amazon atingiram gastos recorde, embora em níveis diferentes.


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