Google deu início à eliminação de resultados de pesquisa

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A Google deu hoje início ao processo de eliminação de alguns dos seus resultados de pesquisa, alinhando-se com o decreto da União Europeia emitido em maio que deu aos cidadãos o “direito a serem esquecidos” e a pedirem aos motores de busca que excluam das suas bases as hiperligações que possam, a ver dos requerentes, conter informações pessoais

A Google deu hoje início ao processo de eliminação de alguns dos seus resultados de pesquisa, alinhando-se com o decreto da União Europeia emitido em maio que deu aos cidadãos o “direito a serem esquecidos” e a pedirem aos motores de busca que excluam das suas bases as hiperligações que possam, a ver dos requerentes, conter informações pessoais cuja divulgação não havia sido autorizada ou que sejam de natureza injuriosa.

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Com o apoio veemente do tribunal Europeu, este recentemente adquirido direito, fruto de um inequívoco império do Digital, foi estabelecido no passado dia 13 de maio pela União Europeia, altura em que o organismo ordenou que o maior motor de busca do mundo removesse dos seus resultados de pesquisa uma hiperligação para um artigo jornalístico de 15 anos que expunha a degradada situação económica de um cidadão espanhol.

“Esta semana vamos começar a efetivar pedidos de remoção de hiperligações  que temos recebido”, avançou um porta-voz da Google, acrescentando que este é um procedimento novo para a empresa e, como tal, moroso, mas assegura que a tecnológica de tudo está a fazer para que o mais rapidamente possível consiga responder aos requerimentos.

Nos quatro dias que seguiram a colocação online de um formulário que permitia que os cidadãos europeus pudessem exercer este novo direito digital, a Google recebeu mais de 41 mil pedidos de remoção de resultados.

A privacidade no universo da Interne adquiriu um lugar de destaque depois de Edward Snowden ter revelado os programas de vigilância da sua empregadora, a Agência de Segurança Nacional (NSA).

A UE tem sido uma severa crítica da forma como grandes empresas norte-americanas do setor da Internet gerem os enormes volumes de dados que têm relativos aos seus utilizadores.

Recentemente, vários foram os governos que defenderam a extensão a todas as empresas, a nível mundial, das austeras normas respeitantes à privacidade dos dados a que estão sujeitas as empresas europeias.

A Google começou já a enviar os seus primeiros emails que notificam os utilizadores que  as informações que haviam requerido que fossem eliminadas já não constam dos resultados de pesquisa apresentados pelo motor de busca.


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