Gigaom fecha depois de nove anos por falta de dinheiro

Negócios

Um dos mais antigos sites dedicados à cobertura de eventos e novidades tecnológicas encerrou a atividade depois de ver todos os seus bens nas mãos de credores. O Gigaom parecia não revelar quaisquer sinais de fragilidade financeira, especialmente após um investimento de oito milhões de dólares, no último ano. Om Malik fundou o Gigaom em 2006

Um dos mais antigos sites dedicados à cobertura de eventos e novidades tecnológicas encerrou a atividade depois de ver todos os seus bens nas mãos de credores. O Gigaom parecia não revelar quaisquer sinais de fragilidade financeira, especialmente após um investimento de oito milhões de dólares, no último ano.

empreendedorismo

Om Malik fundou o Gigaom em 2006 com um plano bem definido: “construir algo que ajudasse a mudar o mundo para melhor, remodelar a indústria e esperançosamente tornar-se independente, tanto metaforicamente como financeiramente”. Esta era a visão de Malik, expressa numa publicação no seu blog a propósito do fim do site.

No entanto, apesar da independência metafórica ter sido, aparentemente, alcançada, o mesmo não se poderá dizer da independência financeira, já que o dinheiro necessário para manter o Gigaom ativo chegava a partir de investimentos de outras empresas. Isto é particularmente notório devido ao financiamento de oito milhões de dólares que o blog recebeu, no último ano, aquando do afastamento do fundador.

Malik abandonou as funções de repórter no Gigaom, em fevereiro de 2014, para se concentrar numa empresa de investimentos, a True Ventures. Foi a partir dessa mesma empresa que surgiu o avultado financiamento que causa, agora, tanta estranheza a alguns dos utilizadores mais frequentes do site.

Em comunicado, a equipa do Gigaom explica que o mesmo “tornou-se, recentemente, incapaz de pagar aos seus credores a tempo inteiro”. Por isso mesmo, todas as atividades do site estão suspensas até que os responsáveis consigam entrar em acordo os credores para que, pelo menos, os bens sejam recuperados.

É neste ponto que surge a discussão entre os utilizadores do Gigaom dividindo as opiniões entre aqueles que aceitam o que aconteceu, lamentando apenas o fim do site, e aqueles que questionam avidamente o sucedido e procuram perceber o que aconteceu ao dinheiro. Na zona de comentários desta publicação de despedida, Ralph Haygood, por exemplo, garante que o problema poderia ter sido resolvido caso o site tivesse oferecido a hipótese de subscrição para o blog em si e não apenas para os conteúdos exclusivos que, de acordo com este utilizador, apesar de interessantes, ocupavam muito tempo.

Já o utilizador Ia6470 coloca em causa precisamente os tais oito milhões de dólares que desapareceram em apenas um ano. No seu comentário, questiona como foi possível a equipa do Gigaom ter arruinado uma marca já consolidada no mercado bem como as fontes de receita de que dispunham, nomeadamente no que diz respeito a publicidade. Pede ainda que os relatórios de contas dos últimos 12 meses sejam disponibilizados publicamente para que todos os utilizadores possam entender o que aconteceu para que o site chegasse a este ponto.

No comunicado que marca o encerramento, é dito ainda que não existe qualquer intenção de apresentar um pedido de falência para a empresa mas que também não existem dados concretos sobre a possibilidade, ou não, de o Gigaom voltar ao ativo. Para os mais de cinco milhões de leitores fica ainda a dúvida relativamente aos eventos agendados para os próximos dias, incluindo o GigaOM Structure Data sobre o qual não existe qualquer informação relativamente à sua concretização.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor