Gestores nacionais não apostam na contratação de profissionais de TI

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35% dos gestores inquiridos no Barómetro Grenke prevê investir cerca de 150 mil euros em TI até ao final de 2015, mas apenas 46% pretende recrutar nesta área.  As conclusões do 2º Barómetro Grenke são claras quanto à importância que os gestores das PME nacionais atribuem às tecnologias de informação (TI), mas alteram-se quando se fala

35% dos gestores inquiridos no Barómetro Grenke prevê investir cerca de 150 mil euros em TI até ao final de 2015, mas apenas 46% pretende recrutar nesta área.

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 As conclusões do 2º Barómetro Grenke são claras quanto à importância que os gestores das PME nacionais atribuem às tecnologias de informação (TI), mas alteram-se quando se fala em contratação de profissionais de TI para as empresas. A verdade é que 55 por cento do painel de inquiridos prevê investir no reforço tecnológico da sua empresa até ao final do ano e, quando questionados sobre o valor do investimento, 35 por cento aponta para os 150 mil euros, 17 por cento prevê investir cerca de 75 mil euros, enquanto 12 por cento colocam o teto do investimento nos 50 mil euros.

Apesar do papel atribuído às TI no contexto do desenvolvimento dos seus negócios, a inclusão de recursos humanos especializados nas empresas não é considerada uma prioridade estratégica pelos gestores nacionais (56 por cento). Além disso, dos 44 por cento que acreditam na importância de recrutar quadros espacializados em TI, a maioria não prevê qualquer contratação até ao final de 2015 (54 por cento). Os resultados do 2º Barómetro Grenke – filial da multinacional alemã especializada em renting informático na Europa – contrastam com os dados da Comissão Europeia e segundo os quais se estima que, em 2020, fiquem 15 mil vagas por preencher no setor das TIC, no nosso país.

TI consideradas fator-chave para a internacionalização das PME portuguesas

O painel de gestores de PME nacionais de diferentes áreas de atividade – em que se incluem empresas como a Generis, Grupo Rangel, Visabeira ou Altis – foi ainda questionado sobre a importância das TI para a internacionalização das suas empresas. Para a maioria (63 por cento) as tecnologias de informação desempenham um papel “muito importante” ou “extremamente importante” no acesso e entrada em novos mercados. No entanto, ainda são 16 por cento os gestores auscultados que não atribuem às TI qualquer importância no processo de internacionalização das empresas portuguesas.

Esta é a 2ª edição do Barómetro Grenke, que tem como objetivo auscultar gestores de PME nacionais de diferentes setores de atividade para perceber os desafios da gestão aliados à inovação e às novas tecnologias. Composto por três questões de resposta fechada e com periodicidade trimestral, o barómetro conta com um painel de 100 gestores de PME nacionais. O inquérito desta 2ª edição foi realizado entre os dias 8 e 22 de maio de 2015.

 


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