Gemalto diz que poderá ter sido vítima de espionagem informática

Segurança

A Gemalto junta-se ao jornal The Intercept nas suspeitas relativas a possíveis ataques de espionagem informática com o objetivo de roubar dados de telecomunicações. Ainda assim, a empresa garante que as informações dos utilizadores não terão sido comprometidas. Na última semana, documentos confidenciais levados a público indicavam que a Gemalto poderia ter sido atingida por

A Gemalto junta-se ao jornal The Intercept nas suspeitas relativas a possíveis ataques de espionagem informática com o objetivo de roubar dados de telecomunicações. Ainda assim, a empresa garante que as informações dos utilizadores não terão sido comprometidas.

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Na última semana, documentos confidenciais levados a público indicavam que a Gemalto poderia ter sido atingida por uma possível quebra de segurança dos seus chips para cartões SIM e, apesar de ter garantido que o eventual ataque não terá prejudicado nenhum dos seus produtos, a empresa revela, agora, suspeitas de que poderá ter sido vítima de espionagem informática.

A agência norte-americana NSA e a britânica GCHQ já haviam sido acusadas de terem invadido os sistemas de segurança da empresa, a partir das informações reveladas pelo site The Intercept que teria na sua posse documentos que comprovavam essa falha de segurança.

Em resposta a essas revelações, a Gemalto diz que uma investigação preliminar realizada pela empresa aponta para que os ataques ocorridos entre 2010 e 2011 terão sido provavelmente o resultado de hackers das duas agências. A ocorrência ou não dos ataques ainda não é clara mas a Gemalto garante que caso tenham, de facto, acontecido terão apenas penetrado nas redes dos escritórios, deixando seguros os chips e cartões SIM.

Ainda assim, caso a Gemalto tenha sido, de facto, uma vítima de espionagem informática, as agências terão tentado intercetar os códigos de encriptação necessários para desbloquear os cartões SIM mas não deverão ter sido bem sucedidas, de acordo com a Gemalto, conseguindo, no máximo, atingir alguns modelos mais antigos de telemóveis que suportassem tecnologia 2G. Todos os equipamentos das gerações 3G e 4G estarão protegidos.

A empresa refere apenas a probabilidade de a responsabilidade ser das agências de espionagem, juntando-se ao The Intercept nas suspeitas de hackers espiões.


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