Gastos com semicondutores declinam 0,7% este ano

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O capital alocado ao mercado de semicondutores vai cair 0,7% este ano, totalizando 64,3 mil milhões de dólares. É o que diz a consultora Gartner, que reviu as suas previsões.

No relatório anterior, a Gartner até previa uma queda maior – em torno dos 2%. Agora, espera-se que a segunda metade de 2016 seja melhor para o mercado de semicondutores.

“A instabilidade económica, excesso de inventário, fraca procura por computadores, tablets e produtos móveis nos últimos três anos causaram um abrandamento do crescimento na indústria de semicondutores”, resume o analista David Christensen.

Esta quebra da procura por produtos eletrónicos tem levado os fabricantes de semicondutores a serem cautelosos para não aumentar muito a produção. “Olhando para o futuro, parece que a segunda metade de 2016 verá uma subida da procura. No entanto, após o Brexit, os níveis de inventário dos semicondutores poderão subir no terceiro e quarto trimestres, o que poderá levar a volumes de produção reduzidos”, avisa o especialista.

Entretanto, as previsões para a produção de computadores, ultra-portáteis e smartphones na segunda metade do ano foi reduzida em relação a 2015, visto que o abrandamento global continua. Estas reduções justificam que a previsões para o mercado  seja de queda de 3%. No caso das memória, a expectativa de receitas também foi revista em baixa.

“Embora as taxas de câmbio sejam outro motivo para a quebra de receitas, a procura agressiva de capacidades de fabrico de semicondutores pelo governo chinês e firmas de investimento está a tornar-se um factor importante”, sublinhou Christensen. “Isto vai afetar de forma dramática o cenário de competitividade da produção global de semicondutores nos próximos anos, com a China a tornar-se um mercado primordial para o seu uso e fabrico.”


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