Gartner aponta 5 estratégias de data center para mundo digital

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O instituto de pesquisas e consultoria global Gartner destaca o papel fundamental do data center diante de um novo mundo digital que emerge do duplo impacto do Nexo das Forças e da Internet das Coisas (IoT).

“Por mais de 40 anos, os data centers têm sido itens básicos do ecossistema de TI. Apesar das mudanças na tecnologia de energia e refrigeração, e das transformações na concepção e construção dessas estruturas, a sua função básica e os seus requisitos fundamentais, de modo geral, têm permanecido constantes”, diz Rakesh Kumar, vice-presidente executivo da Gartner.

O executivo acrescenta que eles estão centrados em altos níveis de disponibilidade e redundância, processos fortes e bem documentados para gerir a mudança, gestão tradicional do fornecedor e estruturas organizacionais segmentadas. “Esta abordagem, no entanto, já não é adequada para o mundo digital”, sentencia.

A Gartner apresenta cinco recomendações para que as organizações desenvolvam uma estratégia de data center mais adequada e moderna:

  1. Faça o data center funcionar como uma fábrica e um laboratório: Em 2020, mais de sete mil milhões de pessoas, além de cerca de 35 mil milhões de dispositivos, estarão conectados à Internet. Isso resultará num significativo aumento na velocidade e no volume de dados tratados pelos data centers, que precisarão de se comportar como fábricas teóricas, com linhas de produção que podem ser ampliadas para lidar com volumes de trabalho cada vez maiores. Também se espera que eles possam conectar um grande volume de dados a aplicações e permitir melhores análises em tempo real. Portanto, certas partes do data center precisam de se comportar como um laboratório, analisando com um método forense o vasto oceano de dados, a fim de fornecer perspectivas e ações para o negócio.
  2. Administre a pressão para que o data center se torne ágil e inovador: O rompimento causado pelos negócios digitais é fluido e contínuo, com potencial para uma inovação massiva que guiará mudanças significativas na entrega de serviços de TI. Para lidarem com as rápidas mudanças, tornando-se ágeis e, ao mesmo tempo, mantendo a integridade e segurança dos sistemas existentes orientados a processos, muitas companhias começaram a funcionar em dois modos ou velocidades de TI – definidos pela Gartner como “TI bimodal”.  Como motor central dos serviços de TI, o data center precisa de ser mais ágil e responsivo do que nunca, e operar de forma bimodal. Se não adaptarem a sua mentalidade e a abordagem de data center de estabilidade contínua para mudanças e inovações geridas, os gestores terão cada vez mais dificuldade em provar o seu valor.
  3. Gira os diferentes tipos de risco: Os negócios digitais não terão apenas um grande número de dispositivos conectados, mas também como ponto principal dessas conexões os data centers, cujo foco está tradicionalmente na gestão de riscos, normalmente associada ao tempo de inatividade, disponibilidade do sistema e falhas de aplicações. As estratégias de data center adequadas para o mundo digital devem ter o foco principal numa ampla abordagem da gestão de riscos. Outro ponto importante para muitas transações de negócios digitais é que nenhuma entidade individual possuirá os níveis necessários de disponibilidade e desempenho para a transação completa do início ao fim. Isso criará um novo conjunto de desafios para a garantia do serviço.
  4. Torne o data center parte de uma topologia híbrida mais ampla: Tradicionalmente, os investimentos em Tecnologia da Informação acontecem por meio dos departamentos de TI, com data centers responsáveis pela entrega dos serviços. Isso está a mudar rapidamente. Atualmente, 38% do total de gastos com TI está fora do departamento de TI, com uma quantidade desproporcional em projetos digitais; em 2017, serão mais de 50%. As unidades de negócios gastarão com fornecedores de serviços terceirizados e em nuvem caso sintam que o seu data center esteja demasiado lento nas respostas ou muito fechado para novas tecnologias. Como resultado, os gerentes de operações e de infraestrutura deverão garantir que os seus data centers internos sejam capazes de se conectar com uma topologia híbrida mais ampla.
  5. Abrace novas tecnologias de um modo diferente: O mundo digital está a trazer uma série de novas tecnologias que precisam de ser geridas de maneiras diferentes no data center. Em destaque, estão os dispositivos móveis, como smartphones e tablets, que precisam de controlo operacional, como configurações de software, ambientes operacionais padronizados e correções de segurança. Ao mesmo tempo, haverá mudanças no hardware mais tradicional do data center de servidores, armazenamento e equipamentos de rede, forçando os gerentes de data center a repensar as suas estratégias de aquisição, gestão e suporte. Outra mudança necessária será no relacionamento com os fornecedores. O mundo digital está a remodelar o panorama do fornecedor, e as tecnologias e fornecedores que tradicionalmente têm sido fundamentais para serviços de data centers estão a passar por mudanças, ou seja, os gerentes de infraestrutura e operações precisarão de reformular a sua estratégia para a prestação de serviços de TI.

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